MP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra e cita risco de novos crimes
Promotor Lincoln Gakiya afirma que soltura da influenciadora poderia representar risco de “continuidade delitiva”.
Foto: Reprodução
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta quinta-feira (20) a manutenção da prisão preventiva da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. No documento, o órgão afirma que ela seria integrante do suposto núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e que sua soltura poderia representar risco de “continuidade delitiva”.
O pedido foi assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, que apontou a possibilidade de novos crimes serem cometidos caso Deolane e outros investigados sejam colocados em liberdade.
Segundo o MP, a organização criminosa investigada seria dividida em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.
O núcleo decisório seria formado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e seu filho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, conhecido como Marcolinha ou Gordão.
Já o núcleo operacional seria composto por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho.
Deolane Bezerra e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho são apontados pelo Ministério Público como integrantes do suposto núcleo financeiro.
Ainda segundo o órgão, Deolane teria exercido uma função de destaque nesse grupo. A investigação afirma que ela seria a “principal integrante do núcleo financeiro” e teria utilizado contas vinculadas a ela e a empresas para, supostamente, ocultar e dissimular valores de origem ilícita, além de converter os recursos em bens de alto valor.
O documento também pede a manutenção das prisões preventivas de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, que, segundo o MP, estão foragidos.
Deolane é investigada por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC e está presa preventivamente desde maio deste ano
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