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Justiça torna Deolane e Marcola réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Justiça torna Deolane e Marcola réus por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra em ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Deolane é investigada por suposta ligação com a facção criminosa e permanece presa em Tupi Paulista, no estado de São Paulo.

Além da influenciadora, também passaram à condição de réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

A ação tem origem em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente. Na mesma decisão, a Justiça negou o pedido da defesa de Deolane para que ela fosse transferida de unidade prisional.

Ao se manifestar sobre o caso, o Ministério Público destacou que a concessão de prisão domiciliar não se aplica a investigações envolvendo organizações criminosas que atuam por meio da violência.

Entre os promotores responsáveis pela denúncia está Lincoln Gakiya, integrante do Ministério Público que atua em Presidente Prudente. Reconhecido por sua atuação no combate ao PCC, Gakiya é considerado uma das principais referências sobre o tema no Brasil e no exterior.

O documento foi protocolado nesta quarta-feira (10) por Gakiya e outros seis promotores cinco da capital paulista e dois de Presidente Prudente. De acordo com a denúncia, familiares e pessoas de confiança dos líderes da facção recebiam orientações para distribuir recursos obtidos de forma ilícita por meio de uma empresa de transportes.

Segundo o Ministério Público, parte desses valores teria sido destinada a Deolane Bezerra, Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho. Os dois últimos são sobrinhos de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Ainda conforme a denúncia, relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilo fiscal e bancário, apontam mecanismos de ocultação e dissimulação dos recursos considerados ilícitos. O objetivo, segundo os investigadores, seria reinserir o dinheiro na economia formal, conferindo aparência de legalidade às quantias movimentadas.

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