Justiça mantém custódia de torcedor do O’Higgins suspeito de racismo contra jogadores do Bahia
Chileno seguirá detido no Brasil após gestos e ofensas racistas durante partida em Salvador
Foto: Divulgação
A Justiça baiana decidiu manter a prisão preventiva do torcedor chileno detido por atos de racismo durante a partida entre O’Higgins e Bahia, realizada em Salvador. O homem foi preso em flagrante após imitar sons de macaco e realizar gestos ofensivos dirigidos a jogadores do Bahia, condutas que caracterizam racismo, crime inafiançável e imprescritível no Brasil.
A decisão de manter a prisão foi proferida pela Justiça, que considerou os indícios de autoria e materialidade do crime, assim como a necessidade de garantia da ordem pública. A medida também leva em conta o risco de fuga, uma vez que o suspeito é cidadão estrangeiro.
O caso ocorreu durante o confronto válido pela fase preliminar da Copa Libertadores da América 2026, quando imagens registradas no estádio flagraram o torcedor chileno realizando gestos e sons racistas em direção aos atletas do Bahia. Após a identificação, ele foi detido pela Polícia Militar e encaminhado às autoridades competentes.
Pelo ordenamento jurídico brasileiro, a prática de racismo é considerada crime inafiançável e imprescritível, com penas que podem chegar a até cinco anos de reclusão. A manutenção da prisão preventiva visa assegurar que o processo judicial possa avançar sem riscos à instrução penal ou à ordem pública.
Até o momento, não há informações públicas sobre a apresentação de defesa formal pelo torcedor ou sobre o andamento concreto de possíveis acordos diplomáticos relativos à situação, mas o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
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