Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de estuprar bebê de 10 meses no Ceará
Segundo a investigação, os dois homens estavam na residência no dia da morte da criança e são investigados por suposta participação no crime.
Foto: Reprodução
A Justiça do Ceará decretou, nesta terça-feira (15), a prisão preventiva dos dois homens investigados por suspeita de participação no estupro e na morte de uma bebê de 10 meses, em Fortaleza.
Os investigados foram identificados como Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, e Francisco Ray Magalhães, de 22. Segundo a investigação, Francisco Ray mantinha um relacionamento com a mãe da criança. De acordo com a Polícia Civil, ambos estavam na residência no dia do crime e são investigados por suposta participação no caso.
A mãe da bebê levou a filha a uma unidade de saúde após acreditar que a criança estivesse engasgada. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), durante o atendimento médico foi constatado que a bebê havia sido vítima de violência sexual. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu.
Em nota, a defesa de Francisco Ray informou que acompanha as investigações e afirmou que o cliente está à disposição das autoridades. Os advogados destacaram ainda que ele se submeteu voluntariamente à coleta de material genético e negou ter estado no quarto onde a criança dormia.
A defesa também pediu cautela quanto a julgamentos antecipados, ressaltando que aguarda a conclusão dos laudos periciais para o esclarecimento dos fatos.
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Roberto Levy Oliveira Magalhães não havia se manifestado.
Leia nota da defesa de Francisco Levy na integra:
"A defesa técnica de um dos investigados no caso envolvendo a morte da criança, o namorado da genitora, informa que acompanha as investigações com absoluta confiança no trabalho das autoridades competentes. O constituinte desta defesa permanece à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, tendo, inclusive, se submetido voluntariamente à coleta de material genético. A defesa aguarda a conclusão dos laudos periciais, imprescindíveis para o esclarecimento técnico dos fatos. Esclarece, ainda, que seu cliente afirma não estar sequer no mesmo quarto em que a criança dormia, circunstância que será devidamente analisada no curso da investigação. A defesa ressalta que qualquer juízo antecipado, especialmente por meio de linchamento virtual antes da conclusão das investigações e da produção das provas periciais, representa grave risco à própria busca da verdade, além de afrontar garantias constitucionais como a presunção de inocência e o devido processo legal. Por respeito à investigação e à sociedade, a defesa somente voltará a se manifestar após a conclusão dos laudos técnicos."
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