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Armas registradas em nome de Bolsonaro serão entregues à PF nesta segunda-feira

Armas registradas em nome de Bolsonaro serão entregues à PF nesta segunda-feira

Segundo a defesa de Bolsonaro, as armas estavam sob a guarda das Forças Armadas e serão entregues à PF

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Ton Molina/STF

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá que entregar à Polícia Federal (PF) as armas registradas em seu nome. A medida atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu prazo de 48 horas para que o Comando do Batalhão do Exército encaminhe os armamentos à corporação.

Segundo a defesa de Bolsonaro, as armas estavam sob a guarda das Forças Armadas e serão entregues à PF nesta segunda-feira (6), em cumprimento à decisão do magistrado. Além da entrega do arsenal, Moraes também determinou a apreensão do registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do ex-presidente.

De acordo com os advogados, os seguintes armamentos estão sob a custódia da Polícia do Exército:

Pistola Taurus, calibre .380 Auto;
Pistola Taurus, calibre .40 S&W;
Pistola Glock, calibre 9×19 mm Parabellum;
Carabina/Fuzil Caracal, calibre 5,56×45 mm;
Pistola Caracal, calibre 9×19 mm Parabellum;
Carabina/Fuzil Springfield Armory, calibre 7,62×51 mm;
Espingarda Typhoon, calibre 12 GA;
Pistola Arex, calibre 9×19 mm Parabellum;
Pistola SIG Sauer, calibre 9×19 mm Parabellum;
Espingarda Maestro Arms Company, calibre 12 GA.

A defesa também informou que outros dois armamentos da marca Caracal já haviam sido entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU), em atendimento a uma determinação anterior de Alexandre de Moraes.

A decisão do ministro ocorre após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm, encontrada em 15 de junho dentro de um veículo conduzido por um militar responsável pela segurança de Bolsonaro.

Na ocasião, o motorista afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente e que havia sido retirada para passar por um conserto. Posteriormente, Bolsonaro confirmou a informação.

Prisão domiciliar mantida

Na última sexta-feira (3), o ministro Alexandre de Moraes também decidiu prorrogar a permanência de Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.

A extensão da chamada "prisão domiciliar humanitária" foi concedida após solicitação da defesa do ex-presidente, que alegou problemas de saúde considerados delicados.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março deste ano, quando passou a cumprir a medida enquanto responde à condenação pela trama que tinha como objetivo executar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

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