Sem declarar apoio, Jéssica Senra cobra candidatos sobre pautas femininas
Jornalista defendeu paridade nos ministérios, crédito para empreendedoras e um programa de saúde mental.
Foto: Reprodução
A jornalista Jéssica Senra se posicionou sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e cobrou dos candidatos compromissos com as mulheres. Em vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (9), ela criticou a polarização entre direita e esquerda e defendeu que as demandas femininas tenham mais espaço no debate eleitoral.
“Nessas eleições, entre direita e esquerda, eu fico com as mulheres. Nós somos mais da metade do eleitorado. A gente tem a capacidade de decidir essa eleição”, afirmou. Senra também questionou a ausência de propostas direcionadas ao público feminino e desafiou os candidatos a assumirem compromissos concretos com essa parcela da população.
A primeira proposta apresentada pela jornalista é a formação de um ministério composto por 50% de mulheres qualificadas, em cargos com poder efetivo de decisão e orçamento. Para ela, a participação feminina deve estar presente nos espaços de poder durante todo o governo.
“Se nós somos mais da metade da população, por que não somos metade das cabeças dos ministérios?”, questionou.
Como segunda medida, Senra sugeriu a criação de uma linha de crédito especial para mulheres empreendedoras, acompanhada de orientação técnica e suporte ao longo do processo. Ela destacou a importância da autonomia financeira feminina e relacionou a desigualdade econômica à vulnerabilidade de mulheres diante de diferentes formas de violência.
A terceira proposta é a criação de um Programa Nacional de Saúde Mental, com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela rede privada. A iniciativa, segundo a jornalista, deveria oferecer acolhimento a pessoas que desejam cuidar da saúde emocional, mesmo sem diagnóstico de transtorno mental.
Senra também relacionou a dependência emocional e financeira à permanência de mulheres em relacionamentos abusivos e defendeu que os homens tenham acesso a espaços de acolhimento antes que situações de violência ocorram.
Ao final, a jornalista incentivou a participação das mulheres no debate político e reforçou que os candidatos precisam apresentar propostas direcionadas às suas demandas. “Entre direita e esquerda, eu fico com as mulheres. E quem é que fica com a gente?”, concluiu.
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