'“Minha identidade é inegociável”, diz Maya Massafera ao declarar voto em Lula
Em vídeo nas redes sociais, ela relatou episódios de automutilação na infância e adolescência e relacionou sua decisão política à defesa dos direitos da população trans
Foto: Montagem - Varela Net
Maya Massafera usou as redes sociais para falar sobre sua trajetória pessoal, a experiência de viver como mulher trans e a violência enfrentada pela comunidade LGBTQIA+. No relato, publicado durante o período eleitoral, ela revelou que passou por episódios de automutilação e tentativas de tirar a própria vida durante a infância e a adolescência.
Segundo ela, as experiências deixaram cicatrizes e chegaram a exigir atendimento hospitalar. A influenciadora afirmou, porém, que não pretende ser vista como vítima e destacou a mudança em sua vida atualmente.
“Eu não sou uma coitada, pelo contrário, eu sou muito forte, eu sou muito guerreira e essa não é uma imagem que eu quero passar”, declarou.
Ela também afirmou que atualmente se considera feliz e que vive uma realidade diferente daquela enfrentada durante a infância. Ao falar sobre sua identidade, destacou as dificuldades enfrentadas por pessoas trans e classificou a luta contra a transfobia como diária.
“Só uma pessoa trans sabe como é a gente estar presa num corpo que a gente não se identifica”, afirmou.
Na sequência, a influenciadora chamou atenção para os comentários que recebe nas redes sociais e disse que parte das mensagens direcionadas a ela contém ofensas relacionadas exclusivamente ao fato de ser trans.
“Vai ter 50% de pessoas que gostam de mim, muito obrigada, e vai ter 50% de pessoas me xingando aleatoriamente pelo simples e único fato de eu ser trans”, relatou.
Ao final do vídeo, ela relacionou sua história pessoal à escolha política para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
“Eu não tenho o Flávio e o Lula. O Flávio, ele não garante os meus direitos como mulher trans. A única pessoa que garante os meus direitos é o Lula”, afirmou.
Em seguida, declarou voto no atual presidente e disse considerar sua identidade um fator determinante para a decisão.
“O meu voto vai no Lula porque a minha identidade é inegociável, a minha e das minhas irmãs”, concluiu.
As declarações sobre a garantia de direitos foram apresentadas pela própria influenciadora como justificativa para sua escolha eleitoral.
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