“Flávio é retrocesso”: mãe de Paulo Gustavo relembra morte do filho e critica gestão Bolsonaro
Dona Déa relembrou a morte do filho por Covid-19 e criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Foto: Reprodução
Déa Lúcia Amaral, conhecida como Dona Déa e mãe do ator Paulo Gustavo, deu um depoimento emocionado sobre a morte do filho durante a pandemia de Covid-19 e criticou a atuação do então presidente Jair Bolsonaro (PL) na gestão da crise sanitária.
No vídeo, divulgado neste domingo (18) pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela também manifestou preocupação com a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) assumir a Presidência da República.
Durante o relato, Dona Déa lembrou que o filho demonstrava preocupação com a doença e temia não sobreviver caso fosse infectado. “Ele era muito preocupado com a Covid e sempre dizia assim pra gente: ‘Se eu pegar essa Covid, eu vou morrer’”, recordou.
A mãe do humorista também relembrou a expectativa dele pela chegada das vacinas contra o coronavírus. “E ele dizia: ‘Essa vacina tem que chegar, essa vacina tem que vir’. Não deu tempo”, afirmou. Paulo Gustavo morreu em 4 de maio de 2021, aos 42 anos, após complicações da Covid-19, antes de ter a oportunidade de ser vacinado.
No depoimento, Dona Déa criticou a postura de Jair Bolsonaro durante a pandemia e disse sentir revolta ao recordar declarações e atitudes do ex-presidente diante da crise. Ela relacionou sua dor à de outras famílias que perderam parentes para a doença e afirmou temer a possibilidade de outro integrante da família Bolsonaro chegar ao comando do país.
“E o governo ria, o nosso presidente ria. Isso daí eu falo com ódio, ria. [...] E Deus me livre de ter alguém da família dele presidente do nosso país. Eu falo porque eu sou mãe. Imagine a dor de toda mãe que perdeu o seu filho”, declarou. Ela também criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro: “Flávio é retrocesso”.
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