Angélica declara voto em Lula e revela medo de ataques nas redes sociais
Apresentadora afirma não ser petista nem se identificar com a direita ou a esquerda e cita direitos sociais como motivos para sua escolha
Foto: Montagem - Equipe Varela Net
A apresentadora Angélica declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (21), ela explicou os motivos de sua decisão e revelou que teve receio de se posicionar publicamente devido à hostilidade e aos ataques nas plataformas digitais.
“Eu pensei muito antes de falar. Tive medo, sim. A gente vê tanto ódio nas redes sociais, tanta gente pronta para julgar, condenar, atacar, que dá vontade de ficar quieta”, afirmou a apresentadora no início do pronunciamento.
Angélica também destacou a mobilização de jovens nas ruas e nas redes sociais como uma das razões que a incentivaram a se manifestar. Segundo ela, acompanhar a participação da nova geração nos debates sobre o país despertou coragem para expressar suas convicções.
Apesar de declarar apoio a Lula, a apresentadora ressaltou que não é petista e não se identifica com a direita nem com a esquerda. Ela afirmou defender a alternância de poder e disse desejar um país em que as pessoas sejam capazes de dialogar, respeitar as diferenças e cuidar umas das outras.
Ao justificar sua escolha, Angélica mencionou a importância dos direitos das mulheres, das crianças e da população LGBTQIAPN+. Ela também relacionou sua decisão à preocupação com o futuro dos filhos e com a maneira como as pessoas serão tratadas no país.
“Eu penso nas mulheres, nas crianças, nas pessoas LGBTQIAPN+. E, como mãe, eu penso no país em que os meus filhos vão viver”, declarou.
Ao final do vídeo, a apresentadora reconheceu que parte do público pode discordar de sua posição, mas afirmou considerar importante explicar publicamente os motivos de seu voto.
A declaração ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), quando Lula disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).
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