FIFA nega pedido do Irã e calendário de jogos permanece nos Estados Unidos
Declaração de Donald Trump leva federação iraniana a pressionar a FIFA por mudança de sede
Foto: Reprodução/Wikipedia, Divulgação/FIFA, Foto: Jim WATSON / POOL / AFP
O cenário de instabilidade no Oriente Médio, marcado por conflitos e disputas diplomáticas recentes, tem ultrapassado as fronteiras políticas e chegado ao esporte mais uma vez. A Federação Iraniana de Futebol solicitou à FIFA a transferência de seus jogos para outro país-sede da Copa do Mundo de 2026.
O pedido ganhou força após declarações de Donald Trump, que colocaram em dúvida a presença da seleção iraniana em solo norte-americano: "A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança". A fala provocou reação imediata da federação do Irã e colocou a entidade máxima do futebol no centro de uma nova tensão internacional.
A principal solicitação era que os jogos da equipe fossem realizados no México, evitando partidas nos Estados Unidos em meio ao clima de insegurança política. A federação iraniana também argumentou que o atual contexto poderia comprometer a integridade da delegação durante o torneio.
Apesar da pressão, a FIFA rejeitou a proposta e decidiu manter o cronograma original da competição. A entidade avalia que mudanças logísticas neste estágio são inviáveis, especialmente diante do planejamento já em curso, com delegações e torcedores tendo adquirido ingressos e arcado com custos como vistos, passagens e hospedagem. A organização também reforçou o compromisso com a estrutura previamente definida para o torneio.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de forma conjunta entre Estados Unidos, México e Canadá, com a maior parte das partidas programadas para território norte-americano. A distribuição das sedes foi definida previamente e integra a estrutura central do torneio.
O episódio evidencia como questões geopolíticas seguem impactando diretamente o futebol internacional. Mesmo diante de pressões diplomáticas, a FIFA tenta sustentar o discurso de neutralidade esportiva.
Nos bastidores, o caso ainda gera apreensão e levanta discussões sobre segurança e organização do Mundial, mostrando que, cada vez mais, futebol e política caminham lado a lado em grandes competições.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.