Clubes do Brasileirão articulam protestos contra MP das bets; Vitória confirma retirada de marca
Times estudam ações conjuntas contra medida que proibiu as apostas de quota fixa no país; Vitória entrará em campo sem o patrocínio máster nesta quarta (7)
Foto: Divulgação/CBF
Clubes do Campeonato Brasileiro articulam manifestações contra a Medida Provisória (MP) que proibiu a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A mobilização ocorre durante o retorno do Brasileirão após a pausa para a Data Fifa.
A expectativa é de que mensagens como “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas” apareçam em espaços publicitários durante partidas da rodada. A iniciativa conta com articulação de entidades ligadas ao setor de apostas, como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).
Além das ações nos estádios, alguns clubes estudam manifestações próprias. O Vitória é um dos times envolvidos nas articulações e confirmou que entrará em campo contra a Chapecoense, nesta quarta-feira (7), às 20h, no Barradão, sem a marca da Bet7K no uniforme.
Segundo o presidente do clube, Fábio Mota, o Vitória ainda conversa com outras equipes para organizar um protesto conjunto nas próximas rodadas.
“Para esse jogo não vai dar tempo, mas a gente vai conversar para ver. O Vitória vai jogar sem a marca do patrocínio máster, mas estamos negociando para ver com os clubes porque o Flamengo vai fazer isso, primeiro, sozinho. A gente está vendo com os clubes para fazer todo mundo”, afirmou Mota.
A MP também afeta diretamente o contrato entre o Vitória e a Bet7K, que era patrocinadora máster do clube. O acordo, firmado em 2025, tinha validade até dezembro de 2027.
Fábio Mota afirmou que o clube estima perder cerca de R$ 9 milhões em receitas ainda em 2026. Para 2027, o prejuízo projetado pelo dirigente chega a R$ 45 milhões.
O Vitória também está entre os clubes que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a medida. O clube solicitou ingresso como amicus curiae em uma ação que questiona a constitucionalidade da MP.
A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro e estabeleceu a proibição da oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país.
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