Clássico Ba-Vi pode ser disputado sem torcida ou até fora da Bahia em 2026
Novo Manual de Competições da CBF abre espaço para que jogos de alto risco não ocorram nas cidades dos clubes com presença de público
Foto: Letícia Martins/EC Bahia
O tradicional clássico Ba-Vi, disputado entre Esporte Clube Bahia e Esporte Clube Vitória, pode ganhar um formato diferente na temporada 2026 — com a possibilidade de ser realizado com portões fechados ou até fora do estado da Bahia, dependendo das condições de segurança e das determinações das autoridades. Essa mudança está prevista no novo Manual de Competições divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que substituiu o antigo regulamento e entra em vigor neste ano.
O documento da CBF traz diretrizes mais amplas sobre a organização de partidas consideradas de alto risco em termos de segurança, permitindo que, em casos específicos, confrontos tradicionais como o Ba-Vi — que já é jogado há anos com torcida única devido ao histórico de conflitos — possam ocorrer sem torcida ou até remanejados para outra localidade. A justificativa da entidade é priorizar a segurança de torcedores, jogadores e equipes técnicas quando não houver condições claras de controle nos estádios.
Desde 2018, os Ba-Vis no futebol baiano — estadual ou nacional — já vinham sendo disputados apenas com uma torcida por recomendações de segurança após episódios de violência, como as ocorrências no chamado “Ba-Vi da Paz”, em que um jogo chegou a ser interrompido. Com o novo manual, isso pode ir ainda além.
Na prática, a nova norma da CBF prevê que a Diretoria de Competições avalie os riscos associados às partidas e, quando necessário, decida por portões fechados, proposta que já vinha sendo adotada em outros campeonatos para jogos com altos índices de tensão social entre torcidas rivais.
Outra possibilidade prevista no manual é a transferência do local do jogo para fora da Bahia, caso as autoridades de segurança ou a própria CBF entendam que o clássico não reúne condições ideais para ocorrer no estádio das equipes envolvidas — algo que, historicamente, só aconteceu de forma isolada em fases antigas e não em competições nacionais recentes.
A decisão em cada caso ainda dependerá de avaliações conjuntas entre clubes, CBF e autoridades de segurança pública, que levarão em conta elementos como histórico de confrontos entre torcidas, estrutura local de policiamento e recomendações judiciais. A discussão tende a ganhar mais espaço à medida que o Campeonato Brasileiro Série A e outros torneios de 2026 se aproximarem, com Ba-Vis marcados no calendário.
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