Árbitro leva mão ao bolso para aplicar cartão, mas desiste e gera polêmica em Botafogo x Cienciano
Jogador do Cienciano já tinha cartão amarelo e poderia ser expulso; lance foi uma das várias controvérsias da partida
Foto: Reprodução/Paramount+
Um lance envolvendo a arbitragem chamou atenção e gerou polêmica durante a vitória do Botafogo por 1 a 0 sobre o Cienciano, na noite desta quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram um jogador do Cienciano, que já havia recebido cartão amarelo, cometendo uma falta durante uma jogada do Botafogo. Na sequência, o árbitro leva a mão ao bolso, em um movimento que aparenta ser o de sacar um cartão.
Poucos segundos depois, porém, o juiz interrompe o gesto e não aplica nenhuma advertência ao atleta peruano. Como o jogador já estava pendurado com um cartão amarelo, uma nova punição resultaria em expulsão.
O lance rapidamente repercutiu entre torcedores e jornalistas nas redes sociais. O influenciador botafoguense Pedro Faria compartilhou o vídeo e demonstrou surpresa com a decisão.
“Nunca vi algo assim na minha vida. Ele tava convicto que era amarelo o lance e desistiu quando viu que ia expulsar o jogador. Que loucura”, escreveu.
O episódio ganhou ainda mais repercussão por causa do que aconteceu na sequência. Menos de dois minutos após o árbitro desistir de aplicar o cartão, o jogador do Cienciano que estava pendurado acabou sendo substituído pelo técnico da equipe peruana.
A mudança evitou que o atleta permanecesse em campo correndo o risco de receber uma nova advertência e ser expulso, situação que intensificou os questionamentos em torno da decisão anterior do árbitro.
O lance, no entanto, foi apenas uma das situações controversas envolvendo a arbitragem durante o confronto.
Goleiro deixa jogo com corte profundo e adversário não é advertido
Ainda no primeiro tempo, outra situação revoltou os torcedores do Botafogo. O goleiro Walerson precisou ser substituído após sofrer um corte profundo no queixo.
A lesão obrigou o arqueiro alvinegro a deixar o gramado, mas o jogador do Cienciano envolvido no lance não recebeu sequer uma advertência da arbitragem.
A situação aumentou ainda mais as reclamações sobre a condução da partida, que teve uma sequência de lances questionados pelo lado alvinegro.
Jogo termina com expulsão e revisão do VAR
No fim da partida, o zagueiro Nahuel Ferraresi foi expulso após dar um carrinho por trás em um jogador do Cienciano. Inicialmente, a expulsão foi considerada justificável diante da entrada cometida pelo defensor do Botafogo.
O VAR, no entanto, recomendou a revisão do lance para que a arbitragem reavaliasse a expulsão. A situação gerou novos questionamentos e constrangimento em torno da arbitragem da partida, que já vinha sendo alvo de diversas críticas ao longo dos 90 minutos.
A sequência de decisões controversas no confronto de volta se somou às reclamações do Botafogo e de torcedores alvinegros sobre a arbitragem do primeiro jogo, realizado em Cusco, no Peru.
Jogo foi marcado por outras inconsistências
Dentro de campo, o Botafogo entrou no Nilton Santos com uma missão praticamente impossível. Após sofrer uma goleada por 6 a 1 no jogo de ida, em Cusco, no Peru, o Alvinegro precisava vencer por cinco gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis ou por seis para avançar diretamente.
O time carioca conseguiu abrir o placar e aumentou a pressão sobre o adversário. No entanto, a equipe não conseguiu transformar o volume ofensivo em uma reação ainda maior.
A partida, porém, ficou marcada por uma série de lances polêmicos. Além do possível segundo cartão amarelo não aplicado ao jogador do Cienciano, o Botafogo teve um gol anulado e também viu um pênalti inicialmente marcado ser desfeito após revisão.
As decisões aumentaram as reclamações da torcida alvinegra e deram ainda mais repercussão ao confronto, principalmente diante da sequência de lances questionados ao longo dos dois jogos.
Na partida de ida, realizada no Estádio Garcilaso de la Vega, em Cusco, o Botafogo também contestou a arbitragem. Na derrota carioca, o clube viu seu adversário balançar as redes com toque de mão da equipe peruana no lance, e mesmo com mais de cinco minutos de revisão, o gol ser validado.
Com a vitória por apenas 1 a 0 no Rio de Janeiro, o Botafogo não conseguiu reverter a ampla vantagem construída pelo Cienciano no Peru. E mesmo jogando melhor, com resultando no placar agregado de 6 a 2, a equipe brasileira foi eliminada nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, enquanto o time peruano avançou na competição.
O confronto, no entanto, deixou como principal marca a enorme quantidade de decisões e lances polêmicos envolvendo a arbitragem. Da desistência de um cartão que poderia resultar em expulsão, passando pela lesão de Walerson sem punição ao adversário, até a revisão da expulsão de Ferraresi, e pênalti botafoguense sendo anulado por uma marcação de falta na origem da jogada, como principais lances questionáveis. Assim, a atuação da equipe de arbitragem voltou a ser alvo de fortes questionamentos.
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