Árbitro impedido de entrar nos EUA para a Copa é recebido com festa ao chegar à Somália
Segundo o próprio profissional, nenhuma justificativa foi apresentada para a recusa de entrada
Foto: Reprodução/Imago
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, que teve a entrada negada pelos Estados Unidos e acabou fora da Copa do Mundo após ser barrado na imigração, chegou a Mogadíscio, capital da Somália, na manhã desta quarta-feira. No desembarque, ele foi recebido com celebração por uma multidão de compatriotas que lotou o aeroporto.
Ao deixar a aeronave, Artan foi recebido em clima de homenagem, sendo tratado como um verdadeiro herói por quem estava no local. Em meio à recepção calorosa, ele se enrolou em uma bandeira da Somália e celebrou junto ao público presente.
Depois de ser impedido de entrar em território norte-americano, o árbitro foi encaminhado inicialmente para Istambul, na Turquia. De lá, seguiu viagem de retorno ao seu país de origem.
"Prometo a vocês, se Deus quiser, que estarei presente na próxima edição. Quero que o público somali se conforte com isso e mantenha a confiança" declarou o árbitro em sua chegada.
Com 34 anos, Omar Abdulkadir Artan integrava a lista de 52 árbitros selecionados pela Fifa para o Mundial e era apontado como um dos sete principais árbitros africanos. No currículo recente, ele apitou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns no ano passado e foi eleito árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol. Esta seria sua primeira participação em uma Copa do Mundo.
Segundo o próprio profissional, nenhuma justificativa foi apresentada para a recusa de entrada. Já a imigração dos Estados Unidos informou que o árbitro "foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes e teve sua entrada negada". A Fifa, por sua vez, declarou "que não se envolve nos processos de imigração dos países sedes".
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