Vereadores articulam investigação sobre redução de ônibus em Salvador no dia da eleição
Grupo da oposição reuniu 10 das 14 assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal.
Foto: Reprodução
Um grupo de vereadores de Salvador pediu a abertura de uma investigação na Câmara Municipal sobre a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A proposta foi apresentada ao presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), durante uma reunião na terça-feira (27).
Até a última atualização do caso, a oposição havia reunido 10 das 14 assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). A Câmara Municipal de Salvador conta com 43 vereadores. Segundo Carlos Muniz, a abertura da comissão depende da obtenção do número mínimo de assinaturas, enquanto a Polícia Federal (PF) também apura o caso.
A solicitação ocorre após inspeções realizadas por juízes auxiliares do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) encontrarem ônibus parados em garagens de empresas de transporte. Durante as vistorias, responsáveis pelas operações confirmaram que a quantidade de veículos em circulação era inferior à registrada em dias úteis. O Procon identificou 944 ônibus parados em garagens da OT Trans e da Integra Plataforma.
Em entrevista à TV Bahia, o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, afirmou que a Prefeitura de Salvador adotou no segundo turno a mesma estratégia utilizada no primeiro e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou a circulação de 100% da frota em nenhuma cidade do país. Ele também atribuiu parte dos problemas à retirada de adesivos de propaganda eleitoral colados nos coletivos.
A justificativa, porém, contrasta com uma informação divulgada anteriormente no site da própria Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), que previa a utilização de 100% da frota de dias úteis, sem a redução habitual aos domingos. A resolução do TSE para as eleições de 2026 também prevê transporte público gratuito com frequência compatível com a praticada nos dias úteis.
Além da iniciativa na Câmara Municipal, o TRE-BA encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e à Polícia Federal para apuração de possíveis crimes eleitorais. A ordem de prisão em flagrante contra Pablo Souza foi tornada sem efeito após o encerramento da votação, mas a decisão não encerrou a investigação. A Prefeitura, a Semob e as empresas concessionárias também foram notificadas para preservar e apresentar documentos sobre a operação do transporte no dia do pleito.
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