Cine Glauber Rocha esclarece funcionamento, acesso ao terraço e parceria com o Estado; veja nota
Espaço cultural afirma que não recebe patrocínio público direto, detalha ações sociais e explica medidas adotadas após casos de depredação no terraço
Foto: Reprodução
O Cine Glauber Rocha divulgou uma nota de esclarecimento para responder dúvidas sobre o funcionamento do espaço, a relação com o poder público e as recentes mudanças no acesso ao terraço do cinema, localizado no Centro Histórico de Salvador.
No comunicado, a administração reforça que o cinema foi reformado com capital privado e se mantém por esforços próprios. Segundo a nota, a única exceção de apoio público recebida foi por meio da Lei Paulo Gustavo, criada para auxiliar o setor cultural após os impactos da pandemia da Covid-19 e do avanço das plataformas de streaming.
O espaço também explicou a parceria firmada com as secretarias estaduais de Cultura e Educação. Desde a pandemia, o valor do aluguel devido ao Estado é revertido em ingressos para cerca de dois mil estudantes da rede pública por mês. Enquanto o cinema assume os custos operacionais, como água, energia, projeção e distribuidoras, o Estado fica responsável pelo transporte dos alunos.
A administração destacou ainda que, mesmo sem obrigação contratual de contrapartida social, busca manter o acesso democrático ao cinema com sessões diárias a preços populares, entre R$ 9 e R$ 10. O Glauber afirmou também ser um dos cinemas que mais exibem filmes brasileiros no país, com mais de 135 títulos nacionais exibidos apenas em 2026.
Outro ponto abordado na nota foi a limitação do acesso ao terraço do prédio. De acordo com o comunicado, a medida foi adotada após episódios recorrentes de comportamento inadequado e depredação do espaço, incluindo danos a pias, furtos de lâmpadas e destruição de desenhos ligados à memória de Glauber Rocha.
Segundo o cinema, o controle de acesso trouxe resultados positivos, com redução dos casos de vandalismo e melhora no ambiente do espaço. A administração informou ainda que segue estudando novas formas de ocupação para o terraço, reafirmando o compromisso com a preservação da cultura baiana e com a manutenção do prédio histórico, que funciona como cinema desde 1919.
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