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Advogado suspeito de matar mulher no Rio Vermelho vai para prisão domiciliar

Advogado suspeito de matar mulher no Rio Vermelho vai para prisão domiciliar

Bahia não tem Sala de Estado Maior

| Autor: Redação

Foto: Reprodução/ Instagram

Acusado de matar a namorada Kezia Stefany da Silva Ribeiro, de 21 anos, o advogado José Luis de Brito Meira Junior teve a prisão preventiva convertida para domiciliar nesta segunda-feira (18). Ele foi preso no domingo (17), quando o crime aconteceu, mas por ser advogado, tem direito a cumprir prisão em Sala de Estado Maior.

Entretanto, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) já atestou que a Bahia não dispõe desde tippo de unidade.

A Sala de Estado Maior é um benefício garantido a advogados por direito estabelecido no inciso V, do Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei n.º 8.906 de 1994), que  diz ser direito do advogado:

"Não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar".

Na decisão, o juiz Horácio Moraes Pinheiro pontua que a ausência da sala de Estado Maior foi argumento da defesa e, comprovada a não disponibilidade, o pedido de conversão da defesa, de converter a prisão para domiciliar, "merece ser acolhido".

Atualmente José Luiz está em uma cela individual, com uma cama simples, vaso sanitario e uma pia. Segundo informações da Tv Bahia, funcionários afirmam que ele não quis fazer refeições e está aparentemente abalado.

Com a sentença, o advogado deverá seguir custodiado em casa, no condomínio Terrazzo Rio Vermelho, mesmo local onde o crime aconteceu. O corpo de Kezia foi velado e enterrado nesta segunda-feira, 18, em Feira de Santana.

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