Viúva de piloto baleado no Rio presta homenagem após morte: “O Felipe lutou como sempre viveu”
Manifestação emocionada ocorreu em meio à repercussão da morte do policial
Foto: Arquivo Pessoal
A viúva do policial civil e copiloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro, Keidna Marques, prestou uma homenagem pública ao marido nesta segunda-feira (18), um dia após a confirmação de sua morte, ocorrida no domingo (17/5). Em um dos trechos publicados, ela destacou: “O Felipe lutou como sempre viveu, com coragem, dignidade e fé”.
A manifestação emocionada ocorreu em meio à repercussão da morte do policial, que integrou o Serviço Aeropolicial da Polícia Civil do Rio de Janeiro e estava internado desde que foi baleado durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em março de 2025.
Em outra mensagem divulgada nas redes sociais, Keidna também reforçou o vínculo e a trajetória do marido na corporação. “Felipe não foi apenas um policial. Foi um homem que honrou sua missão até o fim. Um guerreiro. Do início ao fim. Seguimos juntos. Na fé. Na memória. E no amor que nunca se apaga”, escreveu.
A viúva ainda compartilhou um vídeo com registros do copiloto em serviço, incluindo imagens anteriores à operação em que ele foi atingido e também do período em que recebeu alta hospitalar. A produção é acompanhada por narração de um poema, enquanto mostra momentos da rotina do policial.
Felipe Marques Monteiro morreu no domingo (17/5), após mais de um ano de luta contra as complicações do ferimento sofrido em 20 de março de 2025, quando o helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), no qual atuava como copiloto, foi alvejado durante operação na Vila Aliança. Na ocasião, ele foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, que perfurou o crânio.
O quadro clínico do policial se agravou nos últimos dias devido a uma infecção, consequência de complicações após uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril. Segundo informações médicas, ele já enfrentava intercorrências desde janeiro e precisou passar por novos procedimentos no início de maio, incluindo drenagem e retirada de hematomas intracranianos.
Antes disso, o policial havia passado por um longo período de internação no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde permaneceu por cerca de nove meses. Ele recebeu alta em dezembro e seguiu para um centro de reabilitação, após enfrentar mais de sete meses em estado crítico, com múltiplas neurocirurgias, coma prolongado e comprometimento da calota craniana.
O gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas, Renato Ribeiro, informou que o paciente necessitou de cuidados intensivos ao longo de toda a internação, passando por diferentes intervenções médicas ao longo do tratamento.
O velório e a cremação de Felipe Marques Monteiro estão marcados para a tarde desta terça-feira (19). O cortejo fúnebre sairá da base do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil, na Lagoa, com destino ao Caju.
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