Sobe para 3 o número de mortos após desabamento de prédio em construção na Zona Leste de SP
Bombeiros estimam que oito pessoas tenham sido atingidas pelo desabamento
Foto: Paulo Pinto /Agência Brasil
Subiu para três o número de mortos após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, Zona Leste de São Paulo. Na noite deste sábado (12), o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de um homem entre os escombros.
De acordo com a corporação, outras três pessoas ainda são consideradas desaparecidas: uma criança e duas mulheres. As equipes de resgate continuaram trabalhando durante a madrugada deste domingo (13).
Os bombeiros estimam que oito pessoas tenham sido atingidas pelo desabamento. Até o momento, cinco foram localizadas: três morreram e duas ficaram feridas.
Entre as vítimas fatais está uma mulher grávida. Além dela e do homem encontrado durante a noite, uma segunda mulher também foi retirada dos escombros já sem vida.
Uma menina de 7 anos e um homem de aproximadamente 30 anos foram resgatados com ferimentos leves, entre eles contusões e escoriações. Os dois foram encaminhados ao Pronto-Socorro do Tatuapé.
Durante a madrugada, 70 bombeiros, 22 viaturas e um cão especializado em busca e salvamento permaneciam mobilizados na ocorrência. As equipes também utilizavam máquinas para remover partes maiores dos escombros e facilitar o acesso aos pontos onde as vítimas poderiam estar.
O desabamento aconteceu por volta das 2h de sábado, na Rua Tequici. O prédio, que tinha 12 andares, caiu sobre uma residência vizinha.
A obra já havia passado por fiscalizações e também era alvo de uma ação judicial movida pela Prefeitura de São Paulo.
Segundo a administração municipal, o responsável pelo imóvel solicitou um alvará em 2019, mas o pedido foi negado. Depois de fiscalizações realizadas pela Subprefeitura Penha, multas e a interdição da construção, a Prefeitura acionou a Justiça, em 2021, para pedir a demolição de uma estrutura irregular existente no terreno. Uma das multas aplicadas chegou a R$ 119 mil.
Na ocasião, a Justiça concedeu uma liminar que determinava a paralisação das obras.
Em 2022, entretanto, um novo projeto foi apresentado. Já em agosto de 2023, a Prefeitura emitiu um Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova, condicionado à demolição da estrutura anterior.
Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 apontou que a demolição havia sido realizada. Com isso, posteriormente, o processo judicial foi extinto.
Depois do desabamento, a Prefeitura determinou a abertura de uma apuração na Controladoria Geral do Município (CGM) para verificar os procedimentos adotados na fiscalização da obra.
As primeiras informações levantadas pela administração municipal indicam que a demolição exigida como condição para a construção do novo prédio não teria sido realizada, apesar de uma vistoria ter registrado o cumprimento da medida.
A servidora responsável pelo laudo foi afastada inicialmente por 30 dias. Conforme a Prefeitura, o afastamento tem como objetivo evitar uma possível interferência no andamento da investigação.
A Polícia Civil também acompanha o caso.
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