Silas Malafaia ataca Wagner Moura após declarações do ator: “Artista cretino”
Reação de Malafaia ocorreu após Moura subir ao palco da premiação e, posteriormente, participar da coletiva de imprensa
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O pastor Silas Malafaia usou as redes sociais na última segunda-feira (12) para criticar o ator Wagner Moura, após declarações feitas pelo artista durante a coletiva de imprensa do Globo de Ouro 2026. A cerimônia ocorreu na noite de domingo (11), em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Vencedor do prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto`, Moura comentou o cenário político recente do Brasil ao responder perguntas da imprensa e classificou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como fascista.
A fala repercutiu entre lideranças políticas e religiosas. Em uma publicação na plataforma X, antigo Twitter, Malafaia direcionou críticas tanto ao ator quanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adotando um tom ofensivo.
“WAGNER MOURA! Para esse artista cretino, governo bom é dar aumento de 18 reais para professores e 18 bilhões para o que eles chamam de cultura. Na verdade é compra de consciência e propaganda de governo”, escreveu o pastor. “Você está morando no lugar errado, ao invés dos EUA, vai morar em Cuba seu esquerdista de araque!”, completou.
A reação de Malafaia ocorreu após Moura subir ao palco da premiação e, posteriormente, participar da coletiva de imprensa. Na ocasião, o ator defendeu a continuidade da produção de obras cinematográficas que retratem o período da ditadura militar no Brasil, argumentando que o tema ainda exige amplo debate na sociedade.
“A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira. Isso aconteceu há apenas 50 anos. Nós recentemente tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema direita, fascista, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Então, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro”, afirmou.
Durante o evento internacional, o diretor Kleber Mendonça Filho também se posicionou criticamente em relação a Bolsonaro, destacando o papel do cinema como instrumento de reflexão social.
“Há cerca de dez anos, o Brasil deu uma guinada drástica à direita, e esse tempo já se foi. O ex-presidente está agora na prisão. Ele foi epicamente irresponsável em não liderar o país. E eu realmente acho que o cinema pode ser uma forma de expressar algumas queixas que temos sobre a sociedade em que vivemos”.
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