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Quem é Henrique Vorcaro, empresário preso em operação da PF e pai do dono do Banco Master

Quem é Henrique Vorcaro, empresário preso em operação da PF e pai do dono do Banco Master

Com atuação consolidada há décadas, ele construiu carreira no setor de infraestrutura, engenharia e construção pesada em Minas Gerais

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

Preso nesta quinta-feira durante a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, o empresário mineiro Henrique Vorcaro é um dos nomes ligados a um dos principais núcleos investigados no esquema que apura supostas irregularidades no sistema financeiro nacional. Com atuação consolidada há décadas, ele construiu carreira no setor de infraestrutura, engenharia e construção pesada em Minas Gerais.

Figura conhecida no meio empresarial mineiro, Henrique é pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, banco que se tornou peça central das investigações que apuram suspeitas de fraudes e movimentações financeiras irregulares.

Ao longo da trajetória profissional, Henrique Vorcaro se estabeleceu como fundador e principal liderança do Grupo Multipar, conglomerado com atuação diversificada em áreas como engenharia, energia, agronegócio e mercado imobiliário. A empresa ganhou relevância sobretudo pela participação em grandes contratos de infraestrutura e obras de grande porte em Minas Gerais.

No curso das investigações, o nome de Henrique passou a ser associado a movimentações financeiras consideradas atípicas. Ele ocupava a presidência da Multipar, que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, em transações realizadas exclusivamente entre contas ligadas ao controlador do Banco Master, segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Para os investigadores, esses fluxos podem indicar tentativa de ocultação de patrimônio.

A Operação Compliance Zero, em sua sexta fase, investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros envolvendo operações consideradas fraudulentas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

A ação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e resultou no cumprimento de sete mandados de prisão.

Segundo a Polícia Federal, o esquema sob apuração envolveria a criação de carteiras de crédito sem lastro ou seja, títulos considerados fictícios com o objetivo de inflar artificialmente os balanços financeiros e gerar liquidez simulada no mercado. Os investigadores também apuram possível participação ou omissão de agentes internos das instituições e de órgãos reguladores.

Dentro desse contexto, o nome de Henrique Vorcaro surge associado às investigações desde fases anteriores da operação, com suspeitas que vêm sendo analisadas ao longo do avanço das apurações.

Como desdobramento da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em bens e ativos vinculados aos investigados. De acordo com os responsáveis pelo caso, parte das operações teria envolvido a aquisição de ativos considerados “podres” pelo BRB.

A investigação também cita a existência de uma estrutura chamada de “A Turma”, descrita como uma milícia privada e sistema de coerção montado sob comando do ex-banqueiro para vigiar, intimidar e ameaçar críticos, autoridades e jornalistas. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, que foram preso em outra fase da operação eram parte do grupo.

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