Polícia monta operação contra esquema de venda ilegal de camarotes em jogos do São Paulo
Dirigentes do clube estão envolvidos na investigação
Foto: Marcos Ribolli
A Polícia Civil de São Paulo faz uma operação na manhã desta quarta-feira (21) contra a venda ilegal de camarotes em jogos do São Paulo, no Morumbis. No total, a polícia tem quatro mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos do trabalho policial estão dois profissionais do Tricolor paulista, Douglas Schwartzmann, diretor-adjunto de futebol de base do clube, e Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, presidente afastado do clube - por também envolvimento no caso -, que atuava como diretora feminina, cultural e de eventos. Além dos dois, outro alvo é Rita Adriana, a pessoa que negociava ilegalmente os camarotes, segundo a Polícia Civil.
Na residência de Adriana, a diligência restou infrutífera quanto à localização da investigada; seus filhos, presentes no local, informaram que a mesma reside atualmente em outro endereço. Porém, no local, anotações pertinentes foram encontradas.
Na residência de Mara Casares, as buscas lograram êxito, resultando na apreensão de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) em espécie, além de farta documentação e uma CPU.
Por fim, na residência de Douglas, constatou-se que o alvo encontra-se em viagem ao exterior. As equipes foram atendidas pelos filhos do investigado e as buscas no imóvel permanecem em andamento neste momento.
CRISE NO SÃO PAULO
Um dos maiores clubes do Brasil passa pelo momento político mais crítico de sua história recente. O clube se tornou alvo de investigações da Polícia Civil, enfrentando sucessivos escândalos internos - inclusive de aplicação de canetas emagrecedoras em seus atletas - e teve o presidente Julio Casares afastado do cargo em uma votação de impeachment no Conselho Deliberativo.
Paralelamente ao processo de investigação política interno, a Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito focando os possíveis crimes envolvendo a gestão do clube. Casares poderá responder por associação criminosa, furto qualificado e apropriação indébita. O São Paulo Futebol Clube é considerado vítima.
Segundo a investigação, entre 2021 e 2025, foram realizados saques em dinheiro vivo que somam cerca de R$ 11 milhões das contas do clube. Inicialmente, os valores eram retirados por funcionários do São Paulo. Depois, passaram a ser sacados por uma empresa de transporte de valores. Ainda não se sabe o destino do dinheiro.
Na semana passada, o clube contratou peritos para reunir notas fiscais e tentar comprovar a destinação dos valores.
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