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Petrobras confirma descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Petrobras confirma descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas

Presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que ainda não é possível estimar o tamanho da reserva.

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação Petrobras Foresea

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A confirmação foi feita pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades do governo.

A estatal havia anunciado anteriormente a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma região com lâmina d’água de aproximadamente 2.886 metros.

Segundo Chambriard, ainda serão necessários trabalhos de perfuração e avaliação para determinar a quantidade de petróleo existente na região. De acordo com a presidente da Petrobras, essa etapa deverá levar entre 15 e 20 dias.

“Tem petróleo, tem descoberta. A gente ainda não sabe quanto. Nós vamos continuar investindo, vamos continuar explorando e o futuro vai dizer quanto o Amapá pode nos oferecer, mas nós aqui desse macacão cor de abóbora estamos extremamente otimistas com o que a gente está encontrando por aqui”, afirmou.

A Petrobras também protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um pedido de licença ambiental para a perfuração de três novos poços na Margem Equatorial. A estatal prevê realizar outras perfurações na região.

Lula falou sobre a “soberania nacional”

Durante o anúncio, Lula defendeu a exploração de petróleo na região e respondeu às críticas de países europeus relacionadas à exploração de combustíveis fósseis na Amazônia.

“Isso aqui significa soberania nacional. Um país que tem um petróleo dessa qualidade não vai permitir que ninguém meta o dedo nele”, afirmou o presidente.

Lula também disse ter sofrido pressões diplomáticas antes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP) realizada no ano passado.

Segundo o presidente, houve pressão para que o governo não anunciasse a autorização para a exploração na região antes da conferência, diante da possibilidade de reação de países europeus.

“Muita gente queria que eu não declarasse que [a Petrobras] tinha conquistado a licença porque diziam que os europeus iam ficar chateados. E eu tomei a decisão de anunciar antes da COP que a gente queria fazer a prospecção aqui. Porque o que estava em jogo eram os interesses do país e da nossa empresa”, declarou.

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