Morre o piloto e policial civil Felipe Marques, baleado em operação no Rio de Janeiro
Agente foi atingido na cabeça em março de 2025 enquanto atuava a bordo de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil
Foto: Reprodução/Instagram
O piloto de helicóptero e policial civil Felipe Marques Monteiro morreu neste domingo (17), após quase dois meses internado em decorrência de um tiro de fuzil sofrido durante uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O agente foi atingido na cabeça em março de 2025 enquanto atuava a bordo de uma aeronave do Serviço Aeropolicial da Polícia Civil, alvo de disparos feitos por criminosos da região.
Felipe Monteiro foi socorrido e levado inicialmente ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Na unidade, os médicos constataram a perda de cerca de 40% do crânio, e o policial permaneceu em estado considerado gravíssimo. Após meses de tratamento intensivo, ele chegou a receber alta hospitalar e passou a realizar acompanhamento em um centro de reabilitação, além de ter sido submetido a novas cirurgias nos últimos meses.
Nos dias mais recentes, porém, o quadro de saúde voltou a se agravar. O policial enfrentava uma infecção causada por complicações relacionadas a uma cirurgia de prótese craniana realizada em 20 de abril. Na sexta-feira (15), a esposa de Felipe, Keidna Marques, informou nas redes sociais que a situação era “um momento muito difícil de lidar”.
Segundo ela, o policial apresentou piora significativa no estado clínico na quinta-feira (14) e precisou receber medicações mais fortes.
“A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave”, explicou.
As complicações médicas vinham sendo registradas desde abril. No início de maio, Felipe precisou passar por procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça, além da colocação de um dreno. Dias antes, em 23 de abril, a esposa havia compartilhado um histórico indicando que ele já havia enfrentado problemas semelhantes em janeiro.
O policial tinha deixado o Hospital São Lucas, em dezembro, após permanecer nove meses internado. Depois da alta, ele foi encaminhado para uma clínica de reabilitação para continuidade do tratamento.
De acordo com Renato Ribeiro, gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Felipe passou mais de sete meses em cuidados intensivos, foi submetido a diversas neurocirurgias e outros procedimentos por conta do comprometimento da calota craniana, além de ter permanecido em coma durante um longo período.
“O comandante é um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida e teve o apoio integral da família, parte fundamental para recuperação e adesão ao tratamento”, acrescentou.
O ataque aconteceu em 20 de março de 2025, durante uma operação da Core na Vila Aliança, em Bangu. Na ocasião, Felipe sobrevoava a comunidade em um helicóptero do Serviço Aeropolicial quando a aeronave foi atingida por tiros disparados por criminosos. O copiloto acabou baleado na testa, com perfuração do crânio causada pelo disparo de fuzil.
Um suspeito de participação no ataque foi preso em maio. Outros envolvidos no crime ainda são procurados pelas autoridades.
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