Moraes cobra qualificação de irmão de Michelle para cuidar de Bolsonaro na prisão domiciliar
Bolsonaro recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por 90 dias após ser internado no fim de março
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) comprove a qualificação profissional de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle Bolsonaro, para que ele possa atuar como acompanhante do ex-presidente durante o período de prisão domiciliar.
Bolsonaro recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por 90 dias após ser internado no fim de março em razão de uma broncopneumonia bilateral. A medida foi tomada considerando os problemas de saúde do ex-presidente.
Na quinta-feira (2), a defesa de Bolsonaro solicitou que Torres permanecesse na residência para auxiliar nos cuidados diários. Ele é descrito como "pessoa de confiança da família".
No entanto, Moraes ressaltou que a autorização para a prisão domiciliar exige a presença de profissionais com "qualificação técnica, como enfermeiros ou técnicos de enfermagem", responsáveis pelo acompanhamento contínuo de Bolsonaro.
Por isso, o ministro determinou que a defesa apresente, em até 48 horas, as comprovações de capacitação de Torres, de forma que ele possa atuar oficialmente como cuidador do ex-presidente.
No mesmo despacho, Moraes autorizou a inclusão de um novo médico ortopedista na equipe de acompanhamento de Bolsonaro, permitindo visitas sem necessidade de comunicação prévia, desde que respeitadas as condições já impostas pelo STF.
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