Moraes brinca sobre celular na urna após caso Zema: “Eu que criei isso. Eu que proibi”
Ministro mostrou o e-Título antes de votar e fez referência à regra que impede o uso de aparelhos na cabine
Foto: Reprodução
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes brincou neste domingo (4) ao ser questionado sobre a proibição do uso de celulares na cabine de votação. Antes de votar no primeiro turno das eleições, no Colégio Madre Alix, em São Paulo, o magistrado mostrou à imprensa o aplicativo e-Título aberto no aparelho e lembrou que foi um dos responsáveis pela adoção da regra quando presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu que criei isso. Eu que proibi”, disse Moraes, sorrindo, ao ser questionado sobre a restrição. A regra impede que eleitores levem celulares e outros dispositivos capazes de registrar imagens para dentro da cabine, medida reforçada pelo TSE em 2022 para preservar o sigilo do voto.
A declaração aconteceu horas depois de o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) ser flagrado com um celular dentro da cabine de votação em Araxá, Minas Gerais. Após votar, Zema afirmou que ninguém havia lembrado da proibição e disse que costuma andar com o aparelho durante todo o dia. O TRE-MG informou que o episódio será apurado.
Moraes chegou ao local de votação por volta das 15h30, acompanhado por sua equipe de segurança. Ele esperou cerca de dez minutos na fila antes de entrar na cabine. Após votar, o ministro também elogiou a condução da Justiça Eleitoral e a gestão de Kássio Nunes Marques à frente do TSE.
Outro episódio envolvendo celular também chamou atenção neste domingo. Gilmar Mendes foi filmado durante a votação em Diamantino (MT) segurando um objeto que, pelas imagens, parecia ser um aparelho celular. A assessoria do ministro, porém, esclareceu que se tratava da carteira funcional com a “colinha” eleitoral e que o celular ficou com um segurança durante a votação.
Pelas regras da Justiça Eleitoral, o celular pode ser utilizado para identificação do eleitor, inclusive por meio do e-Título, mas deve ser deixado fora da cabine antes do voto. A restrição vale para aparelhos capazes de comprometer o sigilo da votação.
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