Ministro da Fazenda aponta possível origem ilícita de recursos usados em filme sobre Bolsonaro
Dario Durigan afirmou que valores destinados à produção de “Dark Horse” podem ter passado por uma estrutura financeira investigada por ligação com o crime organizado
Foto: Montagem - Equipe Varela Net
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que recursos enviados ao exterior para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ter origem em atividades de lavagem de dinheiro. A declaração ocorreu após uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de lavagem e ocultação de patrimônio ligados ao setor de combustíveis.
A empresa Entre Investimentos, ligada às movimentações financeiras relacionadas ao longa, foi alvo da operação deflagrada pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo as investigações, a companhia teria recebido recursos tanto do Banco Master quanto de estruturas associadas ao crime organizado.
Questionado sobre a possível origem ilícita do dinheiro utilizado no filme, Durigan afirmou que os valores teriam circulado por uma mesma estrutura financeira, o que dificulta a identificação da procedência de cada quantia.
“Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso”, declarou o ministro.
A Entre Investimentos pertence ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, que também é alvo das investigações. Ele firmou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República no caso envolvendo o Banco Master.
Segundo informações apresentadas na investigação, Freixo relatou ter realizado repasses para um fundo nos Estados Unidos relacionado ao financiamento de “Dark Horse”. Os valores teriam ultrapassado US$ 12 milhões, cerca de R$ 60 milhões na cotação utilizada nas reportagens.
Apesar das declarações do ministro, a origem específica dos recursos destinados ao filme ainda é objeto de investigação. Durigan afirmou que cabe às autoridades responsáveis pela apuração identificar a procedência e a destinação dos valores que circularam pelas estruturas financeiras investigadas.
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