Mário Frias volta atrás e confirma dinheiro de empresa ligada ao Master em filme sobre Bolsonaro
Frias afirma que não há divergência entre os “posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto
Foto: Roberto Castro/ Mtur
O deputado federal Mário Frias (PL-SP) voltou atrás na quinta-feira (14/5) e reconheceu que o filme Dark Horse, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contou com recursos da empresa Entre, ligada ao empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Em nota, Frias afirma que não há divergência entre os “posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”. Ele sustenta que, quando declarou não haver “um centavo do Master” envolvido na produção, se referia ao fato de que Daniel Vorcaro não figura como signatário jurídico, assim como o Banco Master não aparece oficialmente como investidor. “O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta”, declarou.
A discussão ganhou novo contorno após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmar que existia um contrato do banqueiro diretamente ligado à produção dos filmes. Segundo ele, os valores foram obtidos a partir de “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”.
Flávio também declarou: “Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”.
De acordo com informações reveladas pelo Intercept Brasil, os recursos teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras.
Ainda segundo o site, o valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões, embora não haja evidências de que a quantia integral tenha sido efetivamente repassada.
Mário Frias, que já atuou como secretário de Cultura no governo Bolsonaro, e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, são apontados como possíveis intermediários na produção do longa.
Na nota divulgada na quinta-feira (14/5), Frias reforçou que Flávio e Eduardo Bolsonaro não possuem participação societária no filme, na produtora ou em qualquer estrutura ligada ao projeto, destacando que eles apenas autorizaram o uso de direitos de imagem da família.
Ele ainda afirmou: “Também reafirmo que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme Dark Horse, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público”.
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