Lula vence em 64 países e lidera votação de brasileiros no exterior; Flavio venceu em 36
Segundo os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 157.387 votos no exterior, que correspondem a 45,7% dos votos válidos
Foto: Ricardo Stuckert
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro (PL) entre os brasileiros que votam fora do país. Lula foi o mais votado em 64 países, já Flávio venceu em 36. Em um país houve empate.
Segundo os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 157.387 votos no exterior, que correspondem a 45,7% dos votos válidos. Flávio teve 143.900, ou 43,49%. Na soma total, 916.534 brasileiros estavam aptos a votar fora do Brasil, porém 62,69% não compareceram às urnas. Outros 10.884 votos foram brancos ou nulos.
A votação aconteceu em 186 cidades de 133 países e territórios, incluindo a Guiana Francesa. Entre os outros candidatos, Escritor Augusto Cury teve 2,94% dos votos válidos, Renan Santos ficou com 2,59%, Ronaldo Caiado chegou a 1,42% e Romeu Zema 1,01%.
Flávio Bolsonaro terminou à frente na América, com 63.737, contra 44.793. O resultado foi influenciado majoritariamente pelos Estados Unidos, onde o senador teve 45.004 votos. Flávio também venceu em outros 18 países do continente, já Lula ficou na liderança em oito, entre eles Argentina, Canadá, Chile, Uruguai e Venezuela.
Na Europa, Lula ficou a frente. O petista teve 95.442 votos e venceu em 25 dos 29 países que tiveram votação. Flávio recebeu 48.874. O petista perdeu em somente dois países: Grécia e Ucrânia.
Na Ásia, Flávio teve mais votos na soma total, com 28.063 contra 11.643 de Lula. O senador saiu vitorioso em 13 países, já Lula liderou em 15. O impulsionamento do desempenho de Flávio se dá por conta do Japão, onde teve quase cinco vezes mais votos que Lula. Na Oceania, Lula venceu nos dois países com urnas: Austrália e Nova Zelândia.
A África teve a menor quantidade de votos entre as regiões. Lula somou 713 e ganhou em 14 países, enquanto Flávio recebeu 583 e ficou à frente em dois países. Em Guiné-Bissau aconteceu o único empate no exterior: os dois candidatos tiveram 17 votos cada. Em 16 países africanos, nenhum eleitor compareceu.
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