Lula grava vídeo para redes sociais e sinaliza mudança na estratégia de campanha no 2º turno
Petista deve ampliar aposta no ambiente digital para tentar reverter vantagem de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial
Foto: Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo para as redes sociais e sinalizou que pretende mudar a forma de conduzir sua campanha no segundo turno das eleições presidenciais. A movimentação ocorre após o petista terminar a primeira etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e em meio a discussões dentro da campanha sobre a necessidade de melhorar a comunicação com o eleitorado.
A mudança deve passar principalmente pelo ambiente digital. Em reunião com aliados realizada na segunda-feira (5), Lula ouviu cobranças para ampliar a produção de conteúdos voltados às redes sociais. Na ocasião, o presidente afirmou que pretende fazer mais vídeos, chamados por ele de “selfies”, além de aumentar sua participação em entrevistas de rádio.
A decisão ocorre após críticas à comunicação adotada durante o primeiro turno. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que possui cerca de dois milhões de seguidores nas redes sociais, defendeu uma reformulação da linguagem utilizada pela campanha e afirmou que vídeos para plataformas como Instagram, Reels e TikTok podem ser importantes para alcançar novos eleitores. Ela deve se reunir com Lula para discutir a comunicação digital da campanha.
Além da maior presença de Lula nas redes, a campanha petista pretende ampliar a participação de influenciadores e de parlamentares com forte alcance digital. A coordenação trabalha na formação de uma rede de apoiadores para fortalecer a atuação do grupo na internet durante o segundo turno.
A reformulação ocorre após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Além da aposta no digital, a campanha de Lula também discute mudanças no discurso para a segunda etapa. Entre as estratégias avaliadas está a exploração dos possíveis impactos de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro sobre programas e benefícios sociais mantidos pelo atual governo. A estratégia vem sendo chamada internamente de “estratégia do medo”.
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