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Jair Renan bate-boca com vereador e o manda ‘tomar no c*’ durante sessão em SC

Jair Renan bate-boca com vereador e o manda ‘tomar no c*’ durante sessão em SC

Filho de Jair Bolsonaro voltou a discutir com Marcelo Achutti após críticas às suas faltas na Câmara de Balneário Camboriú

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú

O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) voltou a se envolver em uma discussão com o colega Marcelo Achutti (MDB) durante a sessão da Câmara de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, nesta quarta-feira (23). Segundo Achutti, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro o mandou “tomar no cu” durante o bate-boca. O episódio ocorreu um dia depois de os dois já terem discutido por causa das faltas de Jair Renan nas sessões do Legislativo.

Achutti pediu uma questão de ordem durante a sessão para relatar a ofensa ao presidente da Câmara, Marcos Augusto Kurtz. “O vereador Renan está me mandando tomar no cu no plenário aqui. Questão de ordem, senhor presidente”, afirmou.

O presidente respondeu que o vereador deveria aguardar o momento adequado para falar. Achutti, então, argumentou que seu pedido era regimental porque, segundo ele, não seria permitido proferir esse tipo de ofensa no plenário. A transmissão da TV Câmara também mostrou Jair Renan fazendo gestos de beijo em direção ao colega. As imagens, no entanto, não permitem confirmar visualmente se o vereador proferiu o xingamento naquele momento.

A nova discussão ocorreu após Achutti voltar a criticar a atuação de Jair Renan no Legislativo. Na terça-feira (22), a Câmara rejeitou, por 10 votos a cinco, um requerimento apresentado pelo filho do ex-presidente para justificar duas ausências em sessões realizadas nos dias 16 e 18 de setembro. Achutti havia defendido que Jair Renan se licenciasse do mandato caso não conseguisse conciliar as atividades parlamentares com outros compromissos.

Além do conflito em plenário, Achutti protocolou nesta quarta um ofício pedindo esclarecimentos sobre os homens que acompanham Jair Renan na Câmara. O vereador quer saber quantos profissionais de segurança estão vinculados ao gabinete, se existe autorização formal para a atuação deles dentro do Legislativo e se algum deles possui vínculo com órgãos públicos.

No documento, Achutti afirma ter recebido informações de que alguns dos seguranças poderiam ser policiais militares da ativa, mas ressalta que a informação ainda precisa ser apurada. Ele também afirmou que pretende levar o caso à Corregedoria da Polícia Militar para verificar a situação e disse que poderá procurar o Ministério Público.

“Não me sinto seguro no meu local de trabalho onde tem várias pessoas armadas”, declarou Achutti. Segundo o vereador, um dos homens que acompanhavam Jair Renan estaria no plenário utilizando um crachá destinado a assessores, embora, de acordo com ele, exercesse função de segurança.

A assessoria de Jair Renan negou que os homens estejam armados e afirmou que eles são voluntários que atuam na segurança do vereador.

O embate entre os parlamentares começou após as discussões sobre as faltas de Jair Renan. Na sessão de terça-feira, o vereador afirmou que havia se ausentado para visitar o pai, Jair Bolsonaro, e disse que deverá faltar novamente em algumas quartas-feiras para fazer essas visitas.

Jair Renan também reagiu às críticas sobre sua campanha eleitoral. Ao ser questionado por Achutti sobre o uso de recursos de campanha, afirmou: “Eu não pego fundo eleitoral para fazer bagunça, eu pego para fazer minha campanha e, o que sobrar, eu devolvo. Não sei se o senhor faz alguma bagunça quando recebe”.

Segundo levantamento citado pelo Página 3, Jair Renan acumulava 21 faltas na Câmara em 2026, sendo seis abonadas. O subsídio mensal dos vereadores de Balneário Camboriú é de R$ 18.218,84.

Apesar da troca de ofensas, Achutti afirmou que não pretende apresentar uma representação contra Jair Renan na Comissão de Ética. “Não vou representar na Comissão de Ética porque não dá em nada, não vou fazer a Câmara gastar, a Câmara tem coisas mais úteis para fazer”, disse.

O caso envolvendo os seguranças e as ausências do vereador ainda poderá gerar novos encaminhamentos administrativos, enquanto o bate-boca entre os dois parlamentares repercutiu nacionalmente.

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