Flávio Bolsonaro chama Andrei Rodrigues de 'cupincha' e 'pau-mandado' de Lula
Presidenciável do PL celebrou afastamento do diretor-geral da PF determinado por André Mendonça e afirmou que suposto grupo ligado ao governo foi “desmascarado oficialmente”
Foto: Flickr/Flávio Bolsonaro / Brenno Carvalho / Agência O Globo
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comemorou, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, o presidenciável atacou o chefe da corporação e o chamou de “cupincha” e “pau-mandado” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Chefe da PF, companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula, acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF. Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente”, escreveu Flávio.
Na publicação, o senador também afirmou esperar que a Polícia Federal volte a ter autonomia para realizar investigações. “Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, completou.
Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues por 90 dias. O ministro afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” por mais de 30 dias e também afastou o delegado Leandro Almada, que comandava a Diretoria de Inteligência da Polícia Federal.
A decisão ocorreu em meio à crise envolvendo as investigações do caso Banco Master e à divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro. O nome de Andrei Rodrigues aparece em conversas relacionadas ao caso. Segundo informações apresentadas ao gabinete de Mendonça, Vorcaro teria declarado que o diretor-geral da PF estaria incluído em uma eventual delação.
Mendonça também determinou que a Polícia Federal suspendesse a produção, elaboração ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados à análise de atos praticados no exercício das funções constitucionais de membros do Judiciário, da advocacia pública e da própria polícia judiciária.
A decisão foi submetida à Segunda Turma do STF. Os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção do afastamento, formando maioria no colegiado. O julgamento, porém, foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Após a decisão, Flávio Bolsonaro e outros nomes da direita passaram a defender publicamente a medida e a intensificar as críticas à cúpula da Polícia Federal, ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo Lula. Para aliados do presidenciável, o episódio reforça o discurso adotado pela campanha de que integrantes da PF teriam atuado politicamente durante a crise envolvendo Mendonça e Moraes.
Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) September 8, 2026
Grupo especial de lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente.
Que a…
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