Autor da facada em Bolsonaro teve piora psicológica e falou em candidatura: “William Bonner como vice”
Autor da facada contra Jair Bolsonaro segue considerado inimputável e com juízo da realidade comprometido, segundo laudo pericial
Foto: Divulgação
O autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, Adélio Bispo, passou por mais um exame para avaliar a possibilidade de deixar a prisão. No entanto, o laudo concluiu que ele, considerado inimputável pela Justiça, apresentou uma piora significativa no quadro psiquiátrico ao longo do período em que permanece na Penitenciária Federal de Campo Grande.
As informações foram divulgadas por um grande portal de notícias. Segundo a publicação, Adélio foi submetido à avaliação em novembro do ano passado. Durante o exame, ele afirmou aos peritos que poderia disputar uma eleição presidencial. Ao ser questionado sobre quem escolheria como vice, citou “com firmeza” a apresentadora Patrícia Poeta e, em seguida, disse que, em caso de recusa, optaria pelo jornalista William Bonner.
“Tais manifestações denotam comprometimento do senso de realidade e exacerbação da autoestima delirante, reforçando o diagnóstico de transtorno psicótico persistente”, aponta um trecho do laudo.
No documento, os peritos descrevem Adélio como uma pessoa de “humor subjetivo tranquilo”, porém ansiosa e tensa. Ele apresenta “afeto reduzido, empobrecido, com pouca variação emocional ao longo da entrevista”.
A avaliação indica ainda que o autor do ataque tem o juízo fortemente comprometido, com percepção distorcida da realidade e das consequências do atentado contra o ex-presidente. O laudo aponta também a presença frequente de alucinações, além de prejuízo funcional significativo. Conforme o relatório, Adélio não reconhece que está doente e se recusa a se submeter a tratamento.
“A análise clínica longitudinal do sr. Adélio Bispo de Oliveira demonstra um quadro de transtorno mental crônico, com características compatíveis com transtorno esquizofrênico, manifestado por sintomas positivos persistentes, prejuízo afetivo, ausência de insight e recusa terapêutica decorrente da própria psicose. Trata-se de condição clínica que, pela natureza e gravidade, exige cuidado especializado, contínuo e estruturado, conforme literatura psiquiátrica consolidada”, diz outro trecho do laudo.
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