Após divulgação do depoimento no caso Hytalo Santos, Felca critica advogados de defesa: "Palhaços em circo"
Felca explicou as denúncias feitas contra Hytalo e Israel, além de revelar que não recebeu monetização pelo vídeo
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A gravação do depoimento do YouTuber Felca à Justiça da Paraíba, realizado na fase de instrução do processo que investiga Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natã Vicente, foi divulgada na terça-feira (13) pelo programa "Melhor da Tarde". Nas falas, é possível ver o influencer ser questionado sobre as provas colhidas para a criação do vídeo sobre "Adultização", a monetização do conteúdo e comentou com mais profundidade sobre a participação da jovem Kamylinha nos vídeos de Hytalo.
Inicialmente, Felca falou das gravações classificadas como "apelativas" com menores de idade, nas quais geravam engajamento nas redes sociais. Questionado pelo promotor do caso se havia conteúdo impróprio, ele respondeu: "Eu não posso precisar essa informação. Ele ficaria no campo dos palpites e de teorias que não têm como se firmar em nada concreto".
Segundo o próprio Felca, ele não teve acesso ou entrou em contato com nenhuma criança e adolescente que fazia parte da "Turma do Hytalo", muito menos teve acesso a informações exclusivas, já que outros influenciadores já haviam comentado sobre isso. "Eu não entrei em contato com as pessoas que foram expostas, até porque eu falei de bastante pessoas no vídeo", apontou.
Na mesma audiência, Felca foi indagado pela defesa de Hytalo e Israel - composta por oito advogados - onde foi perguntado sobre os métodos e critérios utilizados por Felca na produção de seu vídeo-denúncia. Entretanto, a pergunta foi classificada pelo próprio Felca como uma tentativa de desqualificar a peça que motivou a discussão e repercussão do caso.
Na mesma condição, Felca apontou que não possuía dados demográficos oficiais para afirmar que a exposição de Kamylinha gerava mais lucro para Hytalo. "Eu não vou conseguir especificar a fonte da informação. Eu não vou conseguir dizer se ela veio de fontes públicas", apontou. "Então, isso [a conclusão] é uma indução que o senhor trouxe na construção que o senhor fez?", indagou um dos advogados. "Sim, foi uma indução", cravou o influenciador. No entanto, ele reforçou que a jovem aparecia em conteúdos desde muito pequena, "na tenra idade, publicamente com e sem o Hytalo Santos aos 12, 13 anos".
Felca explicou aos presentes que a conclusão foi baseada na análise das datas de publicação dos vídeos e no cálculo da idade correspondente. Ele ainda refletiu sobre a exposição da Kamylinha, opinando se a jovem usava roupas inadequadas. "Não vou saber precisar essa informação. Mas, supondo, eu creio que sim. Eu creio que ela já produzia conteúdo em 2024".
No final, o influenciador negou que havia monetizado o vídeo devido, segundo ele, ao teor sensível que seria abordado. Porém, não negou que ganhou uma grande repercussão na mídia, ao receber mais seguidores e sendo convidado para programas televisivos. "Sim, aumentei minha audiência. Recebi convites para programas televisivos".
Agora, na manhã desta quarta-feira (14), Felca se pronunciou nas redes sociais acusando a defesa de Hytalo e Israel de buscarem descredibilizar seu trabalho e invalidar os dados e informações levadas por ele, o que o mesmo classificou como "palhaçada".
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA
"Hoje uma pessoa vazou a audiência que eu fui de testemunha pro caso Hytalo Santos, quero falar um pouco sobre.
Ali eu queria mesmo ser perguntado o máximo possível sobre o caso pra esclarecer e ajudar no andamento do processo, mas muitas perguntas não foram sobre o caso. Já no início da audiência, percebi que os advogados da defesa estavam mais preocupados em me descredibilizar do que defender o acusado. Muita doideira, um atropelando o outro, perguntas absurdas, me senti num circo com palhaços sem graça.
Um tribunal não é uma rede social, meu objetivo era ajudar a justiça contribuindo com os fatos, mantendo o máximo possível da responsabilidade e respeito que a situação merece, sem atropelar ninguém e de forma direta pra registrarem no processo. Nada disso inclui performar indignação. A galhofa deixei para os advogados do hytalo.
Ali estava sendo discutido algo crítico, uma criança que perde a infância é tão absurdo que tudo que é falado sobre isso é pouco, muito foi feito nesses últimos meses, mas ainda é pouco.
O Brasil precisa amadurecer urgentemente a discussão sobre adultização infantil. Isso ainda é de responsabilidade de todos nós, por parâmetros mais claros e de proteção efetiva à infância.
Sobre o que o advogado do Hytalo distorceu pra me acusar de hipocrisia e que foi indeferido, não tenho muito a dizer, ele trabalhou duro pra cunhar uma boa pergunta e o resultado foi esse.
Antes falei que era um circo com palhaços sem graça, mas esse foi exceção, achei engraçado
Se toda essa pataquada servir para causar mudanças, tá valendo"
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.