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Ana Elisa, deputada eleita mais jovem de MG, denuncia ameaças de morte e estupro

Ana Elisa, deputada eleita mais jovem de MG, denuncia ameaças de morte e estupro

Caso está sendo investigado pelas autoridades

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Rafael Miranda/Divulgação

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ter sido alvo de ameaças de morte, estupro e ataques racistas durante a campanha eleitoral. Natural de Divinópolis, em Minas Gerais, ela foi eleita a deputada federal mais jovem do estado. O caso está sendo investigado pelas autoridades.

A ameaça foi encaminhada por e-mail no dia 5 de setembro. Na mensagem, o remetente afirmou ser "integrante de um grupo supremacista branco" e citou informações pessoais da então candidata, indicando que teria conhecimento sobre como localizá-la. O autor também fez ameaças contra familiares da deputada eleita.

Trechos do conteúdo foram publicados por Ana Elisa nas redes sociais. Na mensagem, o autor manifesta ódio contra mulheres negras e direciona ataques à parlamentar.

"Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar 'o povo' vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você."

Além dos ataques racistas, o remetente fez ameaças de morte e violência sexual contra a jovem.

"Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira."

Após a divulgação do caso, a equipe de Ana Elisa informou, também pelas redes sociais, que as medidas policiais e judiciais cabíveis já foram tomadas. Segundo a equipe, entre as providências está a busca pela identificação do responsável pelo envio do e-mail.

"A internet não é território de impunidade. Registros técnicos podem permitir a identificação de quem utiliza o anonimato para ameaçar, perseguir ou intimidar. Esta candidatura não aceitará que racismo, ameaça, violência sexual ou violência política de gênero sejam tratados como parte normal da vida pública. A tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa política será respondida com denúncia, investigação e responsabilização", diz a nota.

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