Acidente que matou cantora em parque pode ter sido causado por “excesso de peso”, diz operador
Caso aconteceu na noite de sábado (11) e levanta questionamentos sobre as condições de segurança do brinquedo envolvido
Foto: Reprodução
A morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, após um acidente em um parque de diversões itinerante em Itabirito, no interior de Minas Gerais, segue sendo investigada pelas autoridades. O caso aconteceu na noite de sábado (11) e levanta questionamentos sobre as condições de segurança do brinquedo envolvido.
Responsável pela operação do equipamento conhecido como “minhocão”, Welington Borges, de 24 anos, afirmou que o vagão transportava quatro adultos no momento do acidente e sugeriu que o excesso de peso pode ter contribuído para a ocorrência.
Diante da gravidade do caso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a conversão da prisão em flagrante do proprietário do Minas Center Park e de um funcionário para prisão preventiva. O entendimento da Justiça é de que havia possibilidade de evitar o acidente, caso o embarque não tivesse sido autorizado nas condições registradas. As informações foram divulgadas pelo Estado de Minas.
A decisão judicial também aponta falhas estruturais no brinquedo. De acordo com o documento, o equipamento apresentava condições precárias e não dispunha de sistemas adequados de segurança, contando apenas com uma barra de apoio manual. O texto ainda destaca que o descarrilamento ocorreu em alta velocidade já na primeira volta, o que indica, segundo a avaliação da Justiça, um risco estrutural grave.
Dois homens, de 24 e 45 anos, apontados como responsáveis pelo parque, foram presos em flagrante pelos crimes de lesão corporal e homicídio culposo. Após o acidente, a perícia foi acionada, realizou a coleta de provas no local e determinou a interdição do brinquedo.
No momento do acidente, Carolina estava acompanhada de familiares. O irmão da cantora também ficou ferido, mas já recebeu alta médica. O sepultamento da jovem ocorreu no domingo (12), em Itabirito.
A defesa da família contesta as condições de funcionamento do parque e aponta possíveis irregularidades na montagem dos equipamentos. Segundo o advogado Daniel Soares, há indícios de precariedade na instalação das atrações.
Em nota, a Prefeitura de Itabirito informou que o parque possuía alvará de funcionamento vigente. O município ressaltou que a responsabilidade técnica e a segurança dos brinquedos dependem da apresentação de laudos específicos, além da fiscalização municipal.
O Corpo de Bombeiros, por sua vez, esclareceu que sua atuação se restringe à prevenção contra incêndios e situações de pânico, não sendo responsável pela verificação do funcionamento das atrações. A Polícia Civil aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do acidente.
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