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Presidente, vice e diretores da Bamor permanecem presos depois de denúncia do MP-BA

Presidente, vice e diretores da Bamor permanecem presos depois de denúncia do MP-BA

Integrantes respondem pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Dez integrantes da torcida organizada Bamor, dentre eles o presidente, o vice-presidente e diretores, permanecem presos de maneira preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, depois de serem denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP). A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição.

Eles respondem pelos seguintes crimes: organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. O Ministério Público pede a manutenção das prisões preventivas e a condenação de cada um pelos crimes vinculados a eles.

Foram denunciados:

  • Matheus Pires Castro, presidente da Bamor
  • Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente
  • Gabriel Pereira Silva, diretor-geral
  • Daniel Sena Duarte, diretor de sede
  • Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing
  • Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio
  • Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria
  • Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede
  • Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro
  • Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida

De acordo com o MP, os crimes aconteceram no mês de julho deste ano. Os denunciados teriam usado a estrutura da torcida e a sede da entidade para submeter duas pessoas a sessões de violência física e psicológica, com o intuito de obter confissões acerca de supostas irregularidades no sistema de gestão de associados.

Segundo a denúncia, o grupo formava uma estrutura criminosa estável e organizada, com divisão de funções, e agiu de forma coordenada, com distribuição de tarefas entre os integrantes. Os crimes teriam sido praticados em contexto de punição privada contra pessoas que, de acordo com a diretoria da torcida, seriam responsáveis por supostos desvios internos.

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