Presidente da UPB critica cachê de Flávio José e diz que aumento foi "sem justificativa"
Presidente da UPB afirmou que houve negociações com a equipe do artista, mas considerou injustificado o reajuste de 40% no valor cobrado para apresentações no São João da Bahia
Foto: Divulgação
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso, comentou nesta terça-feira (16) a polêmica envolvendo a contratação do cantor Flávio José para os festejos juninos no estado. A declaração foi dada durante a cerimônia de entrega do Selo de Transparência aos gestores públicos municipais e ao Governo do Estado, realizada na sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador.
Segundo Wilson Cardoso, houve reuniões entre representantes do artista e gestores municipais interessados em contratar os shows do sanfoneiro. No entanto, o presidente da UPB afirmou que o aumento no valor do cachê foi considerado excessivo e sem justificativas plausíveis.
“Infelizmente ele cobrou o ano passado aqui R$ 250 mil. E esse ano teve um aumento de 40%, R$ 350 mil, e não tinha nada que justificasse”, declarou.
O gestor informou ainda que tentou negociar uma redução simbólica no valor cobrado pelo artista, mas não houve acordo com a equipe responsável pelas apresentações.
“Liguei para o empresário dele, pedi que ele reduzisse R$ 20 mil, R$ 30 mil, alguma redução para poder demonstrar que, além de ele ser um bom artista, ele também entendeu esse momento que passa nos municípios, que a gente tem que fazer uma festa boa, com o pé no chão, mas também com o cachê justo que os municípios possam pagar”, pontuou.
Wilson Cardoso destacou que os recursos economizados com a renegociação de contratos podem ser direcionados para áreas essenciais da administração pública, como saúde e educação.
Ao final, o presidente da UPB elogiou a atuação do Ministério Público da Bahia no acompanhamento dos gastos com os festejos juninos e ressaltou o impacto positivo da iniciativa nos cofres públicos.
“A iniciativa foi boa, mais de R$ 25 milhões de economia para os cofres públicos”, concluiu.
A discussão sobre os cachês dos artistas contratados para o São João ganhou força neste ano após recomendações do MP-BA para que os municípios adequassem os valores pagos, buscando equilíbrio entre a promoção dos festejos e a responsabilidade com os recursos públicos.
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