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Prefeitura afasta motorista após jovem cadeirante denunciar importunação sexual durante viagem

Prefeitura afasta motorista após jovem cadeirante denunciar importunação sexual durante viagem

Servidor é acusado de tocar partes íntimas de paciente durante deslocamento entre Jaguaquara e Salvador; caso é investigado pelas autoridades

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Redes Sociais

A Prefeitura de Jaguaquara, no sudoeste da Bahia, afastou cautelarmente um motorista da Secretaria Municipal de Saúde após uma jovem cadeirante denunciar uma suposta importunação sexual durante uma viagem em um veículo oficial do município. O caso teria acontecido no dia 9 de junho, durante um deslocamento entre Jaguaquara e Salvador.

A denunciante, identificada como Raíssa Samara Dutra, utilizava o transporte da prefeitura como paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar exames na capital baiana. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que o motorista teria feito investidas contra ela durante os trajetos de ida e volta.

“Dia nove de junho fui para Salvador no carro da Secretaria de Saúde de Jaguaquara. O motorista, na ida e na vinda, tentou ficar comigo, passou a mão no meu corpo, nas minhas partes íntimas. Fiz um boletim de ocorrência”, relatou.

Segundo Raíssa, a denúncia foi registrada na Polícia Civil por meio de um Boletim de Ocorrência na Delegacia Territorial de Jaguaquara. Ela afirmou ainda que decidiu tornar o caso público depois de procurar as autoridades e disse esperar que a situação seja esclarecida pela Justiça.

Após tomar conhecimento da denúncia, a Prefeitura informou que determinou o afastamento cautelar do servidor enquanto os fatos são apurados. O motorista não teve o nome divulgado.

Em nota, a administração municipal afirmou que acompanha o caso e está fornecendo as informações necessárias aos órgãos responsáveis pela investigação. A prefeitura ressaltou que o afastamento tem caráter preventivo e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do funcionário.

O município também informou que o servidor terá direito à defesa e ao contraditório durante os procedimentos legais. Caso as denúncias sejam confirmadas, poderão ser adotadas medidas administrativas cabíveis.

A investigação deverá analisar o relato apresentado pela jovem e as demais circunstâncias do episódio. O registro de um Boletim de Ocorrência formaliza a denúncia, mas não determina, por si só, a responsabilidade do suspeito.

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