Lula volta a Salvador na próxima terça-feira em reta final antes das eleições
Jaques Wagner confirmou a visita do presidente à capital baiana, onde uma caminhada na Barra é avaliada como opção para a agenda
Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve retornar a Salvador na próxima terça-feira (29), em sua última passagem pela Bahia antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A informação foi confirmada pelo senador Jaques Wagner (PT), que afirmou que o presidente deverá participar de um ato político na capital baiana.
Segundo informações divulgadas pelo Bahia.ba, o Farol da Barra foi escolhido como local da agenda. A possibilidade é que Lula participe de uma caminhada ou carreata na região, repetindo uma mobilização realizada em 2022, quando reuniu apoiadores em um percurso entre Ondina e o Farol da Barra durante a campanha presidencial.
Durante entrevista a uma rádio do interior da Bahia, Wagner também comentou a relação de Lula com o eleitorado baiano e nordestino. “A paixão do povo baiano e nordestino por Lula não é gratuita: é pelo que ele melhorou na vida da nossa gente”, afirmou o senador.
Wagner citou como exemplos de ações dos governos petistas na Bahia a expansão de universidades federais, escolas técnicas, hospitais regionais e do programa Minha Casa, Minha Vida. O senador relacionou essas iniciativas à força eleitoral de Lula no estado.
A visita também ocorre dias após o discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Wagner elogiou a participação do presidente e destacou a defesa da paz, da democracia e da soberania brasileira feita pelo petista.
“Hoje, o presidente Lula está entre os estadistas mais respeitados do mundo moderno. É uma voz que prega a paz e que defende organizações que vêm garantindo a paz no mundo desde a Segunda Guerra Mundial”, declarou Wagner.
Na passagem pela ONU, Lula defendeu a soberania dos países e afirmou que o Brasil não cabe no “quintal de ninguém”, além de criticar tentativas de interferência externa em processos eleitorais.
Caso o ato em Salvador seja confirmado nos moldes avaliados pelo PT, a mobilização na Barra ocorrerá cinco dias antes do primeiro turno das eleições. A agenda oficial do presidente ainda deverá ser divulgada.
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