Candidato ao Governo da Bahia, Aroldo Félix é atingido por bala de borracha durante protesto em Salvador
Postulante da Unidade Popular acompanhava manifestação de entregadores na Avenida Paralela quando foi atingido de raspão nas costas; PM afirma que realizou três disparos durante intervenção
Foto: Redes Sociais
O candidato ao Governo da Bahia Aroldo Félix (UP) foi atingido por um disparo de bala de borracha durante uma manifestação de entregadores por aplicativo na tarde desta terça-feira (1º), em Salvador. O episódio aconteceu por volta das 17h30, durante a passagem do grupo pela Avenida Paralela. Segundo a Unidade Popular, o candidato acompanhava o comboio de manifestantes quando foi atingido de raspão nas costas e passa bem.
A UP classificou a atuação da Polícia Militar como “completamente desproporcional e violenta” e afirmou que Aroldo foi atingido durante a ação da corporação contra os manifestantes. Vídeos divulgados pela campanha mostram ferimentos nas costas do candidato. O partido informou ainda que o caso foi registrado na Corregedoria da Polícia Militar ainda na terça-feira.
A Polícia Militar apresentou outra versão sobre a ocorrência. Segundo a corporação, a intervenção aconteceu depois que um grupo de motociclistas ocupou a faixa de rolamento da Avenida Paralela, nas proximidades do Bairro da Paz e de Mussurunga, provocando a interrupção do trânsito. A PM afirmou que, durante a ação, policiais foram alvo de pedras, capacetes e outros objetos, além de terem sido registradas manobras de motocicletas que colocavam em risco os próprios condutores, agentes e outros motoristas.
De acordo com a PM, foram realizados três disparos de munição de “impacto controlado”, conhecida popularmente como bala de borracha, para conter a situação. A corporação afirmou que só tomou conhecimento posteriormente de que uma pessoa havia sido atingida e que o caso será investigado para esclarecer as circunstâncias do disparo e a atuação dos policiais. A PM também declarou que respeita o direito à manifestação pacífica, mas tem a responsabilidade de garantir a segurança e a circulação de veículos.
A manifestação fez parte do “Breque dos Aplicativos”, mobilização nacional organizada por trabalhadores do setor. Entre as reivindicações estão a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por entrega de até quatro quilômetros, com acréscimo de R$ 2,50 por quilômetro excedente, além do fim de modalidades como o recurso +Entregas e o Fim de Semana Turbinada. Os trabalhadores também cobram medidas do Governo Federal para regulamentar a atuação das empresas de entrega e reclamam de bloqueios considerados injustos nas plataformas.
Após o episódio, a Unidade Popular convocou uma nova mobilização para esta quarta-feira (2), às 16h, no bairro do Uruguai, em Salvador. Segundo o partido, o ato terá como pauta o combate a diferentes formas de violência, incluindo a repressão policial e os feminicídios. A legenda também voltou a defender a desmilitarização das polícias.
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