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Bancários da Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10)

Bancários da Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10)

Paralisação foi aprovada após trabalhadores rejeitarem propostas da campanha salarial e deve afetar o atendimento em agências das instituições públicas no estado

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação

Funcionários da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste (BNB) na Bahia devem iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores em assembleias virtuais após a rejeição das propostas apresentadas durante a Campanha Salarial 2026.

Segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, a rejeição foi de 97,52% entre os funcionários da Caixa, 83,82% no Banco do Brasil e 72,97% no Banco do Nordeste. Antes do início da paralisação, a entidade realiza nesta quarta-feira (9), às 18h, uma reunião no Ginásio de Esportes, na Ladeira dos Aflitos, no Centro de Salvador, para organizar a mobilização.

As principais reivindicações estão relacionadas às condições específicas de cada instituição. No Banco do Nordeste, os trabalhadores apontam impasses principalmente em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e ao plano de saúde da Camed. De acordo com o sindicato, mais de 80 cláusulas foram apresentadas na pauta de reivindicações, mas apenas quatro foram atendidas integralmente.

No Banco do Brasil, as principais pendências envolvem o Programa de Complementação de Remuneração (PCR) e a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Em nota, o banco informou que participa da mesa única de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e mantém uma mesa específica com as entidades sindicais para discutir questões relacionadas aos funcionários. Segundo a instituição, foram realizadas diversas rodadas de negociação durante a campanha salarial de 2026.

Entre os empregados da Caixa, o principal ponto de conflito envolve o Saúde Caixa. Os trabalhadores reivindicam o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento, a retomada do modelo de custeio 70/30, a garantia do pacto intergeracional e o fim da cobrança por faixa etária. A Caixa informou que mantém o diálogo com as entidades representativas e que segue buscando uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Bancos privados não entram na greve

A paralisação não deve atingir os bancos privados na Bahia. Os funcionários dessas instituições aprovaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

A proposta recebeu 63,38% dos votos em assembleia virtual. Com a aprovação, os trabalhadores da rede privada chegaram a um acordo com os bancos e não fazem parte da greve prevista para começar nesta quinta-feira.

Atendimento pode variar nas agências

Apesar da aprovação da greve, a adesão dos funcionários pode variar entre as unidades. Por isso, nem todas as agências da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste necessariamente ficarão fechadas durante todo o período de paralisação. Algumas podem ter atendimento presencial suspenso, enquanto outras podem funcionar parcialmente.

A orientação para os clientes que precisam de atendimento presencial é verificar previamente a situação da agência antes de se deslocar. No Banco do Brasil, a instituição também disponibiliza alternativas como aplicativo, internet banking, correspondentes bancários, Central de Relacionamento e WhatsApp.

A greve foi aprovada por tempo indeterminado, mas o cenário pode mudar conforme as negociações entre os trabalhadores e as instituições avancem nos próximos dias.

Paralisação também ocorre em outros estados

A mobilização dos bancários também foi aprovada em outras regiões do país. Em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, funcionários da Caixa e do Banco do Brasil devem iniciar a greve nesta quinta-feira (10).

Em São Paulo, os trabalhadores dos bancos privados e do Banco do Brasil aprovaram os acordos apresentados pelas instituições. Já os funcionários da Caixa rejeitaram a proposta e também decidiram aderir à paralisação a partir do dia 10.

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