TSE ordena que Lula suspenda propaganda que associa Flávio a assédio
Propaganda, utilizada pela campanha de Lula, inicia com cenas feitas por atores, como se fossem imagens de câmeras de segurança, nas quais um homem aborda mulheres em uma padaria e declara: “Sou filho do dono da padaria. Quer me dar?”

Foto: Charles Vieira - Ricardo Stuckert
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ordenou nesta quarta-feira (21) que a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspenda a veiculação de uma propaganda que mostra um vídeo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) simulando abordar uma mulher e dizendo: “Sou filho do presidente. Quer me dar?”.
A propaganda, utilizada pela campanha de Lula, inicia com cenas feitas por atores, como se fossem imagens de câmeras de segurança, nas quais um homem aborda mulheres em uma padaria e declara: “Sou filho do dono da padaria. Quer me dar?”.
Na sequência, uma narradora fala: “Agora, imagine ter um presidente que acha normal tratar uma mulher assim". Só então, é exibido o vídeo original de Flávio dizendo a frase semelhante. A peça encerra com a mensagem: “Com Flávio Bolsonaro, as mulheres perdem”.
A ação para remover a propaganda do ar foi movida pelo próprio Flávio. De acordo com ele, o vídeo original em que ele diz a frase foi gravado em um contexto privado, entre amigos, em um momento em que ele estaria imitando o irmão mais novo, Jair Renan Bolsonaro (PL).
O senador informa que não tinha mulheres no ambiente e que a campanha de Lula omitiu esse contexto.
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