Renan Santos acusa Lula de crime eleitoral após reajuste do Bolsa Família
Candidato do Missão afirmou que acionará a Justiça Eleitoral contra o aumento do benefício

Foto: Divulgação/Luiz Rebelato/ Brenno Carvalho/Agência O Globo
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou nesta quinta-feira (17) o reajuste de 15% anunciado pelo governo federal para o Bolsa Família e afirmou que pretende acionar a Justiça Eleitoral contra a medida. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidenciável classificou o aumento como “populista e criminoso” e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar o benefício com finalidade eleitoral.
“Estou entrando agora na Justiça Eleitoral para derrubar essa medida populista e criminosa do Lula”, afirmou Renan. O candidato disse ainda que o reajuste teria como objetivo “comprar voto” e “comprar a consciência das pessoas”.
O governo anunciou nesta quinta-feira o aumento de aproximadamente 15% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo pago por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para cerca de R$ 777. Os novos valores começam a valer a partir de outubro.
Segundo o governo federal, a correção corresponde à inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023 e está prevista na legislação do programa para preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
Renan, no entanto, afirmou que a alteração durante o período eleitoral seria ilegal. “A lei eleitoral não permite que você altere benefícios sociais em ano eleitoral. Ele conseguiu cruzar o limite do crime”, declarou.
O candidato também criticou outras medidas sociais do governo Lula e afirmou que os custos dos programas seriam pagos pela população que trabalha. Na sequência, direcionou críticas a Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que o candidato teria defendido o Bolsa Família como um “direito adquirido”.
Renan declarou que, caso seja eleito, pretende rever os aumentos que considera excessivos e restringir o benefício às pessoas que, segundo sua proposta, não tenham condições de trabalhar. “Só vai receber Bolsa Família quem precisa estritamente. Quem pode trabalhar, vai trabalhar e eu vou criar frente de trabalho”, afirmou.
Durante o vídeo, o candidato também chamou Lula de “vagabundo” e afirmou que pretende adotar medidas judiciais contra o reajuste. Segundo Renan, seu candidato a deputado estadual em São Paulo, Renato, estaria preparando a ação junto à equipe jurídica da campanha.
O reajuste foi anunciado 17 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A medida ocorre em meio à disputa presidencial e gerou críticas de outros candidatos, entre eles Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
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