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PF abre novo processo administrativo contra Eduardo Bolsonaro por faltas não justificadas

Corregedoria da Polícia Federal investiga ausência do ex-deputado ao cargo de escrivão após cassação de mandato

| Autor: Redação/Varela Net
Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro |Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF), por meio de sua Corregedoria no Rio de Janeiro, abriu um novo processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas não justificadas ao serviço público no cargo de escrivão que ele ocupa na corporação. O procedimento foi instaurado na última terça-feira (27) e tem como objetivo apurar se a ausência prolongada do servidor pode caracterizar abandono de cargo e levar a penalidades administrativas mais severas, incluindo a demissão.

A PF determinou que Eduardo deveria retornar imediatamente às atividades como escrivão na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (RJ) após a cassação de seu mandato de deputado federal em dezembro de 2025 — motivada por faltas injustificadas no plenário da Câmara. No entanto, ele não se reapresentou ao serviço, permanecendo fora das funções por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa, segundo portaria publicada pela corporação.

Por se tratar de um processo sumário, o trâmite é mais célere do que o de um procedimento disciplinar comum, de modo que a apuração deve ser analisada por uma comissão designada pela PF com rapidez. Caso os fatos sejam comprovados, Eduardo Bolsonaro pode perder definitivamente o cargo público que ocupa como escrivão — função que já vinha exercendo antes de se eleger deputado federal e permanecer licenciado para tal exercício legislativo.

O novo processo administrativo é distinto de outro que já havia sido instaurado contra ele em setembro de 2025, também por faltas injustificadas, mas que seguia rito diferente. A diferença do atual é justamente o caráter sumário, que pode resultar em desfecho em prazo mais curto.

Eduardo Bolsonaro está morando nos Estados Unidos desde o início de 2025, quando se licenciou da Câmara, alegando perseguição judicial. Mesmo fora do país, ele segue ativo nas redes sociais e em mobilizações políticas, mas a ausência prolongada de seu posto de servidor público tem sido alvo de questionamentos e agora está sob apuração formal pela PF.

O processo é analisado no contexto em que o ex-parlamentar enfrenta outras investigações e procedimentos jurídicos, inclusive na esfera criminal, o que adiciona mais tensão ao cenário político e funcional do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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