Nikolas Ferreira reage a decisão do TSE sobre vídeo com crianças e acusa PT de censura
Deputado afirma que pedido para retirar gravação do Dia das Crianças demonstra incômodo do partido e promete intensificar campanha nas ruas

Foto: Redes Sociais
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu nesta quarta-feira (14) à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a retirada de um vídeo publicado por ele no Dia das Crianças, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a iniciativa ao PT e afirmou que a reação seria um sinal de que o conteúdo estava alcançando o público.
“Bateu a retirada do meu vídeo da internet do Dia das Crianças”, disse Nikolas, ao comentar a determinação judicial. Na gravação, crianças aparecem em cenas que abordam temas como segurança pública, preços de produtos e críticas ao governo federal, além de referências a Lula e Lulinha. O conteúdo foi publicado no domingo (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças.
Durante a manifestação, o deputado afirmou que o vídeo apresentava críticas que, segundo ele, incomodaram o partido. “Se incomodou é porque a gente está conseguindo levar a verdade para muita gente”, declarou. Nikolas também disse que pretende ampliar a mobilização política nos próximos dias e anunciou que começará a participar de atividades de campanha nas ruas na quinta-feira (15).
A decisão do TSE foi assinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e estabeleceu prazo de 24 horas para a retirada das publicações. A determinação atende parcialmente a um pedido da coligação de Lula e abrange conteúdos divulgados em plataformas como Instagram, Facebook, X e WhatsApp. Segundo a decisão, o vídeo ultrapassou os limites da propaganda eleitoral ao utilizar crianças em uma mensagem política com potencial de influenciar emocionalmente os eleitores.
Ao final do pronunciamento, Nikolas afirmou que pretende continuar produzindo conteúdos críticos ao PT e reforçou a mobilização para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. “E a gente nem começou a ir para a rua”, declarou.
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