Flávio Bolsonaro critica pacote de Lula para perdão de dívidas de MEIs e questiona intenção eleitoral
Senador afirmou que o presidente busca se manter no poder e questionou as medidas anunciadas pelo governo federal.

Foto: Reprodução/PlenoNews
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta terça-feira (13), o pacote de medidas anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para beneficiar microempreendedores individuais (MEIs). O parlamentar acusou o petista de utilizar as iniciativas com objetivos eleitorais e afirmou que o presidente pretende se manter no poder.
Durante um evento com empresários em São Paulo, Flávio questionou a intenção do governo ao anunciar o perdão de dívidas tributárias dos microempreendedores às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
“Ele está achando que o povo é otário? Ele está achando que ele pode comprar o voto das pessoas assim como ele fazia lá em 2002 com o Mensalão? Não vai fazer mais, não vai mais enganar o povo”, declarou o senador.
Na sequência, Flávio afirmou que pretende intensificar as críticas ao presidente e voltou a questionar os objetivos políticos das medidas anunciadas pelo governo federal.
“E vou botar o dedo na ferida. Tem que expor que o projeto desse cara é a manutenção dele no poder”, disse.
O senador também mencionou nomes que, segundo ele, deverão ter maior participação em um eventual governo comandado por sua candidatura. “No meu governo, vai ter muito mais Tarcísio e Danes, e muito menos Haddad e Dilma. É assim que eu vou montar esse governo”, afirmou, em referência a aliados e integrantes de gestões petistas.
O que prevê o pacote para os MEIs?
Anunciado por Lula na terça-feira (13), o pacote Prospera MEI reúne medidas para reduzir o endividamento e estimular os pequenos negócios. A principal iniciativa prevê o perdão integral de dívidas tributárias federais de aproximadamente 3,6 milhões de microempreendedores individuais, em um montante estimado em R$ 12,6 bilhões.
A medida depende de aprovação do Congresso Nacional. De acordo com a proposta apresentada pelo governo, o cancelamento dos débitos deverá ocorrer de forma automática, desde que os beneficiários cumpram as condições previstas, incluindo a manutenção do pagamento das contribuições mensais em dia durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.
O conjunto de iniciativas também inclui a previsão de apoio financeiro de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios, além de medidas para renegociar dívidas bancárias e ampliar o limite de faturamento anual permitido à categoria.
O anúncio ocorre a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República.
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