Vereador atira na ex-esposa durante assinatura de divórcio; mulher morre após internação
Caso ocorreu na tarde de quarta-feira (3), em um escritório de advocacia da cidade

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma reunião destinada à formalização de um divórcio terminou em tragédia em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará. O vereador e ex-prefeito do município, Romildo Veloso e Silva (PP), atirou contra a ex-esposa, Ilcicléia Alves Veloso, enquanto os dois participavam de um encontro para a assinatura de documentos relacionados à separação e à divisão de bens.
O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (3), em um escritório de advocacia da cidade. Conforme as informações divulgadas, durante a reunião Romildo solicitou ao advogado que se retirasse da sala para que ele pudesse conversar reservadamente com a ex-companheira.
Instantes depois, funcionários do local ouviram disparos de arma de fogo e acionaram as autoridades policiais.
Quando chegaram ao escritório, os policiais encontraram Ilcicléia sentada em uma cadeira, ferida por um tiro na região posterior da cabeça. Apesar da gravidade do ferimento, ela ainda apresentava sinais vitais. A vítima recebeu os primeiros atendimentos e foi levada ao Hospital Municipal de Ourilândia do Norte. Por volta das 17h, foi transferida para o Hospital Regional da região para continuidade do tratamento.
No mesmo imóvel, Romildo Veloso e Silva foi encontrado morto no banheiro. Ele apresentava um ferimento na cabeça, e um revólver foi localizado ao lado do corpo.
Internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da PA-279, Ilcicléia permaneceu sob cuidados médicos, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada na tarde desta quinta-feira (4) pela unidade de saúde e pela Polícia Civil.
Segundo o hospital, houve agravamento do quadro clínico da paciente durante a manhã. A instituição informou que ela estava em "coma mais profundo" e, posteriormente, confirmou o óbito "por traumatismo cranioencefálico por arma de fogo na região craniana".
Ilcicléia tinha 41 anos. Após a confirmação da morte da vítima, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser investigado como feminicídio seguido de suicídio.
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