Aliado de Flávio Bolsonaro, Márcio Canella é preso pela PF durante operação no Rio
Ex-prefeito de Belford Roxo foi detido em flagrante por posse ilegal de fuzil durante ação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões.

Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil), foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta terça-feira (8), durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, um fuzil foi encontrado dentro do veículo do político, que foi autuado por posse ilegal de arma de fogo.
A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com a Polícia Federal, Canella é apontado como um dos braços políticos da organização investigada.
Conforme apuração da CNN Brasil, o ex-prefeito alegou aos agentes que o armamento encontrado no veículo não lhe pertencia. Além dele, o delegado Marcus Amim, atualmente cedido à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), também foi alvo da operação.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava postos de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro, contando com a participação de agentes públicos. Entre os demais alvos da operação estão o ex-policial militar Juracy Prudencio e Pablo Juquia, conhecido como "Pablo Russo". Em nota, a Polícia Militar informou que Juracy não integra mais a corporação desde 2011.
A prisão de Canella também repercute no cenário político. O ex-prefeito é um dos principais aliados do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apoia sua candidatura ao Senado. Em fevereiro deste ano, Canella anunciou a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, como primeira suplente de sua chapa.
Na última sexta-feira (4), Canella participou ao lado de Flávio Bolsonaro do 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro, onde foi apresentado como um dos nomes do grupo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Nos bastidores do Partido Liberal, integrantes da legenda já demonstravam preocupação com a proximidade entre Flávio e Canella, diante da possibilidade de uma operação policial atingir o aliado e provocar desgaste à pré-campanha presidencial do senador. Até o momento, Flávio Bolsonaro não comentou a prisão do ex-prefeito.
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