Polícia israelense contesta acusações de fraude eleitoral feitas por partido de Netanyahu
Autoridades afirmam que não há evidências que sustentem as denúncias do Likud, enquanto a apuração dos votos para o Parlamento segue em andamento.

Foto: Divulgação
A polícia de Israel negou, nesta quinta-feira (29), as acusações de fraude eleitoral feitas pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A legenda afirmou que partidos árabes teriam manipulado as eleições parlamentares realizadas na terça-feira (27), mas as autoridades disseram não haver evidências que comprovem as denúncias.
Segundo informações divulgadas pela imprensa israelense, a polícia afirmou que o pleito foi marcado por poucas ocorrências relacionadas à integridade da votação, inclusive em comparação com eleições anteriores. A Comissão Eleitoral Central também já havia contestado as suspeitas apresentadas pelo partido.
Em comunicado, o Likud acusou partidos árabes de cometerem irregularidades, incluindo compra de votos, ameaças, violência, falsificação e uso de programas proibidos para mobilizar eleitores. A legenda afirmou ter reunido centenas de depoimentos e materiais que, segundo ela, seriam encaminhados às autoridades responsáveis pela investigação.
As acusações foram feitas em meio ao avanço dos partidos de liderança árabe na disputa parlamentar. Com a apuração ainda em andamento, essas legendas somavam 19 cadeiras no Parlamento israelense, conhecido como Knesset.
Os resultados parciais indicavam que o bloco de Netanyahu havia conquistado 53 assentos, enquanto o grupo de oposição liderado por Gadi Eisenkot contabilizava 48. Como o Parlamento possui 120 cadeiras, são necessários pelo menos 61 assentos para formar uma maioria.
Diante do cenário, o presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que as forças políticas busquem alternativas para evitar a realização de novas eleições. As negociações para a formação de um governo devem depender da composição final do Parlamento e dos acordos entre os partidos.
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